
O Governo do Distrito Federal deu um passo importante rumo à reorganização territorial da capital ao iniciar o processo de criação de duas novas regiões administrativas: a 26 de Setembro e a Ponte Alta do Gama. A medida foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), que convoca audiências públicas para ouvir a população e aprimorar as propostas em debate.
As audiências terão caráter consultivo e marcam a etapa inicial do processo. O objetivo é garantir participação popular, permitindo que moradores, lideranças comunitárias e entidades contribuam diretamente na construção dos projetos que podem redefinir a organização administrativa dessas regiões.
Durante os encontros, técnicos do governo apresentarão os estudos e propostas já elaborados. Em seguida, os participantes poderão se manifestar, dentro de critérios de inscrição e tempo de fala previamente definidos. Todas as contribuições serão registradas e analisadas, podendo influenciar na versão final dos projetos que serão encaminhados posteriormente.
A condução das audiências ficará sob responsabilidade da Secretaria Executiva das Cidades, que também terá a missão de consolidar as sugestões apresentadas e dar prosseguimento aos trâmites necessários para a criação oficial das novas regiões administrativas.
A iniciativa surge diante do crescimento acelerado dessas localidades. Tanto a 26 de Setembro quanto a Ponte Alta do Gama já apresentam população expressiva e enfrentam desafios relacionados à infraestrutura, mobilidade e acesso a serviços públicos.
A criação de novas regiões administrativas é vista como uma estratégia para aproximar o governo da população, melhorar a gestão pública e ampliar a oferta de serviços essenciais, como saúde, educação, transporte e urbanização.
No caso da 26 de Setembro, a área que nasceu como assentamento vem passando por um processo de transformação, com avanços na regularização e chegada de serviços básicos. Já a Ponte Alta do Gama se consolida como uma das regiões que mais crescem no DF, demandando uma estrutura administrativa própria para acompanhar esse desenvolvimento.
Com a abertura do diálogo com a população, o GDF reforça a importância da participação cidadã na definição dos rumos do Distrito Federal, em um momento decisivo para o futuro dessas comunidades.


















