Viúva de Charlie Kirk desabafa: “Não estou zangada com Deus”

A viúva do ativista conservador Charlie Kirk, Erika Kirk, participou na quarta-feira (6 de novembro) do especial da Fox News intitulado “Erika Kirk: Em Suas Próprias Palavras”. O programa foi conduzido pelo apresentador Jesse Watters e abordou o luto de Erika após o assassinato do marido, ocorrido em 10 de setembro, na Universidade Utah Valley, nos Estados Unidos.

Durante a entrevista, Erika, de 31 anos, mencionou repetidamente sua fé cristã, destacando o papel da oração e do perdão em seu processo de superação. Ela também rebateu uma declaração falsa feita pelo apresentador Jimmy Kimmel, que havia afirmado que o autor do crime seria integrante de uma “gangue MAGA”.

Erika relatou que, desde o crime, buscou consolo em obras cristãs, citando o livro A Anatomia de uma Dor, de C.S. Lewis, escrito após a morte da esposa do autor. “É tão fácil se arrepender quando se perde alguém que se ama”, disse. “Tentei ler um livro de C.S. Lewis porque ele perdeu o amor da sua vida; ele só foi casado com ela por quatro anos”.

A viúva explicou que o livro foi difícil de ler, especialmente nas primeiras páginas, em que o autor descreve sua raiva diante de Deus. “Eu nunca senti isso”, afirmou. “Não estou zangada com Deus, nunca estive. Nunca questionei: ‘Por que, Senhor, o Senhor está me fazendo passar por isso? Por que está me testando?’”

Durante o programa, Erika relembrou como conheceu Charlie quando se candidatou a um emprego na organização Turning Point USA, fundada por ele. Segundo contou, a entrevista acabou se tornando uma longa conversa sobre fé e propósito. “Ele terminou dizendo que não queria me contratar, mas queria me namorar”, recordou.

“Eu literalmente voltei para casa caminhando para processar tudo o que tinha acontecido”, disse. “O Senhor sabia que eu precisava de um homem assertivo, que não ficasse brincando com sentimentos. Eu orava para que, se ele fosse meu futuro marido, Deus deixasse isso claro e me desse paz”.

Ela descreveu a transformação do marido após o casamento e a paternidade: “Quando você se torna pai ou mãe, isso te transforma. Quando você se torna marido ou esposa, isso te transforma. Estar no altar, fazer uma aliança com o Senhor e dizer ‘Esta é a minha pessoa’, isso te transforma. Vocês se tornam um só”.

Sobre a maturidade espiritual de Charlie, Erika afirmou que muitos notavam que ele “se tornava mais calmo à medida que envelhecia”, e considerou essa mudança “um grande testemunho de sua fé, porque ele percebia cada vez mais que não se tratava de Charlie Kirk”.

Ao falar sobre os filhos, Erika contou que explicou a morte do pai de forma delicada: “Disse a eles que ele estava indo em uma viagem de trabalho com Jesus”. Quando a filha perguntou onde ele estava, respondeu: “Papai ainda está com Jesus. Se algum dia você quiser falar com o papai, basta olhar para o céu e começar a falar com Ele. Ele pode te ouvir”.

Por fim, Erika comentou sua decisão de perdoar o assassino, identificado como Tyler Robinson, durante o funeral, realizado em 21 de setembro. “Muitas pessoas pensam que perdoar é sinal de fraqueza ou que, ao perdoar, você esquece, mas é o oposto”, afirmou.

“O inimigo roubou meu marido, e se eu não perdoasse, seria mais por mim do que por ele, porque o inimigo teria meu coração. Eu sabia que todos os dias o Senhor me perdoa por tudo. Não é fácil. Nunca é fácil, mas é libertador. É tão libertador”, concluiu, emocionada.

Com informações: Portal Goodprime

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