Celina Leão rebate “oportunistas” e reforça histórico ao lado de Bolsonaro durante o Vozes da Comunidade

Durante participação no programa Vozes da Comunidade, comandado pelo jornalista Toni Duarte, a governadora do Distrito Federal Celina Leão fez declarações firmes que agitaram o cenário político local e reacenderam o debate sobre lealdade e posicionamento dentro da direita.

A fala ocorre poucos dias após a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na posse de Celina, gesto que foi interpretado por aliados como um sinal claro de proximidade política e alinhamento com o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Sem citar nomes, Celina foi direta ao criticar o que chamou de oportunismo dentro do Partido Liberal. “Tem muitos oportunistas que foram para o PL por uma questão de voto ou de conveniência”, afirmou.

Em tom firme, a governadora fez questão de relembrar sua trajetória política, destacando que sempre teve um posicionamento claro. Segundo ela, sua atuação nunca foi circunstancial, mas construída ao longo dos anos com coerência.

“Eu fiz oposição ao Agnelo, fiz oposição ao Rollemberg. Fui base do presidente Bolsonaro na Câmara Federal”, declarou.

Celina também ressaltou sua atuação durante o período eleitoral, lembrando que percorreu o país ao lado de Michelle Bolsonaro no segundo turno, mesmo após já ter conquistado sua eleição. “Fiz uma caravana de mulheres com o Bolsonaro, viajei o Brasil inteiro com a Michelle, ajudamos a reverter muitos votos”, disse.

A governadora ainda destacou sua contribuição para a eleição da senadora Damares Alves e reforçou sua atuação parlamentar, com a sanção de 81 leis voltadas para as mulheres, construídas — segundo ela — com diálogo e trabalho.

Em um dos momentos mais contundentes da entrevista, Celina questionou diretamente a postura de adversários e aliados recentes. “Onde eles estavam quando o presidente Bolsonaro precisava? Onde estavam quando ele enfrentava dificuldades e muitos ficaram calados?”, provocou.

Ao final, a chefe do Executivo reafirmou sua identidade política. “Eu sou uma governadora de direita, sou uma governadora de diálogo. Tenho uma personalidade muito clara, muito conhecida no Congresso”, concluiu.

Nos bastidores da política do Distrito Federal, o recado foi interpretado como direto: em um cenário onde muitos buscam se reposicionar por conveniência, o eleitor de Brasília acompanha, compara e reconhece trajetórias. Para aliados, quem muda de lado apenas em momentos estratégicos perde credibilidade, realidade que, segundo avaliações políticas, já começa a se refletir inclusive na ausência de protagonismo e competitividade em pesquisas.

Jornalista: Cida Frausino

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