
Sem fatos concretos, boatos tentam substituir a realidade política: alianças se ampliam, redes crescem e as pesquisas confirmam o avanço de Celina Leão no cenário pré-eleitoral do Distrito Federal.
A tentativa de vender um suposto racha nos bastidores envolvendo Celina Leão não se sustenta quando confrontada com a realidade política do Distrito Federal. Narrativas baseadas em “fontes próximas”, áudios anônimos e conversas de bastidores sempre surgem quando uma liderança deixa de ser subestimada e passa a incomodar.
O sobrenome Leão, ao que tudo indica, não gera divisão — gera temor político. Temor de quem vê uma liderança crescer, agregar e avançar onde antes havia conforto para adversários. Em política, quando não há fatos concretos para apontar crises reais, surgem boatos embalados como “informação”.
Se existisse, de fato, uma briga estrutural nos bastidores, o movimento natural seria o afastamento de aliados. O que se vê, porém, é o oposto: partidos se aproximando, lideranças buscando diálogo e uma base política cada vez mais ampla. Em ano pré-eleitoral, ninguém aposta em projetos que estariam ruindo por dentro.
Outro dado que desmonta a tese de desgaste é o crescimento contínuo nas redes sociais. Engajamento orgânico, aumento de seguidores e maior presença digital não são efeitos colaterais de crise — são sinais claros de expansão política e consolidação de imagem pública. Redes não crescem quando há rejeição silenciosa; crescem quando há identificação.
As pesquisas também seguem a mesma lógica. Os números mostram evolução constante, reflexo direto de visibilidade, trabalho e construção política. Em cenários eleitorais, crescimento gradual é mais sólido do que picos artificiais — e é justamente isso que os levantamentos vêm apontando.
Crises reais deixam rastros objetivos: debandada, notas públicas, rompimentos formais, perda de apoio institucional. Nada disso ocorreu. O que existe é o incômodo clássico que surge quando uma candidatura deixa de ser hipótese e passa a ser realidade competitiva.
No jogo político, atacar bastidores é uma estratégia antiga quando o adversário não pode ser combatido nos fatos, nos números ou na trajetória. E, ao que tudo indica, é exatamente isso que está acontecendo.
Jornalista: Aparecida Frausino


















