Imprensa mundial repercute voto de Fux no julgamento de Bolsonaro

Imprensa mundial repercute voto de Fux no julgamento de Bolsonaro

Na quarta-feira, 10 de setembro, veículos de comunicação de diferentes países destacaram o voto divergente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que absolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros cinco réus do chamado núcleo 1 do suposto golpe de Estado.

A agência Associated Press afirmou que Fux “rompeu com seus pares”, trazendo “alívio” ao ex-chefe do Executivo e oferecendo “possíveis argumentos para sua equipe de defesa para uma apelação após um veredito final”. A publicação, contudo, destacou que o julgamento segue em aberto, já que o placar está 2 a 1, e três votos são suficientes para a condenação.

Reuters descreveu como “provável” a condenação de Bolsonaro, mas observou que a divergência “aumenta as chances de apelação”. O veículo ressaltou ainda que a posição de Fux amplia a tensão em um processo que já polarizou o país e mobilizou milhares de apoiadores em manifestações públicas.

O jornal espanhol El País enfatizou que o ministro defendeu não caber ao STF julgar o caso e destacou a absolvição do ex-presidente por “falta de provas”. Em análise, avaliou que o voto de Fux pode abrir espaço para pedidos de arquivamento no futuro, além de ter gerado otimismo entre os advogados de Bolsonaro.

Já a emissora Al Jazeera, do Qatar, destacou os fundamentos apresentados pelo ministro, mas ponderou que a Corte “ainda parece propensa a condenar Bolsonaro”, lembrando que “dois juízes já votaram pela condenação e os dois restantes foram nomeados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

No parecer, que se estendeu por mais de 12 horas, Luiz Fux votou pela condenação do ex-ajudante de ordens da Presidência, tenente-coronel Mauro Cid, acusado de envolvimento em planos violentos, e do ex-ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, apontado como financiador de atos contra o ministro Alexandre de Moraes.

Já os demais seis réus do núcleo 1 foram absolvidos por ausência de provas: o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, além do próprio Bolsonaro.

A repercussão internacional reforça o impacto do julgamento, considerado decisivo não apenas para o futuro político do ex-presidente, mas também para o equilíbrio institucional do Brasil em um cenário de forte polarização.

Fonte: Portal Good prime

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