“Jesus nunca disse que uma guerra marcaria Sua volta”, diz Rodrigo Silva

Tiago Brunet e Rodrigo Silva. (Foto: Captura de tela/YouTube BrunetCast)
Tiago Brunet e Rodrigo Silva. (Foto: Captura de tela/YouTube BrunetCast)

Durante uma conversa em Israel, Tiago Brunet e Rodrigo Silva abordam temas sobre o fim dos tempos e expõem suas opiniões sobre o papel de Israel como “relógio de Deus”, conforme muitos cristãos defendem.

Tiago Brunet é pastor e escritor best-seller, sendo reconhecido pelo treinamento de líderes no campo do cristianismo. Em seu canal no YouTube “BrunetCast”, ele reservou um espaço para ouvir especialistas em assuntos específicos. 

Ele perguntou ao arqueólogo e teólogo, Rodrigo Silva, o que a Bíblia diz realmente sobre o fim dos tempos, o arrebatamento da Igreja e se Israel é, de fato, o protagonista das profecias sobre os últimos dias.

Sobre as duas principais correntes escatológicas

Como base teológica para o fim dos tempos, Rodrigo Silva resume as duas principais vertentes — uma que acredita no arrebatamento secreto da Igreja e outra mais conservadora.

Para o especialista, a corrente mais conhecida é o dispensacionalismo, que teve início no final do século 18 e que foi popularizada no mundo protestante e evangélico, a partir da Bíblia anotada de Scofield. 

“Hal Lindsey projetou ainda mais essa corrente com seus livros e a série de filmes Deixados Para Trás”, lembrou. O inglês Harold Lee Lindsey, citado pelo arqueólogo, é um escritor evangélico e apresentador de TV, que se descreve como sionista e dispensacionalista.

‘Nessa escatologia não tem lugar para arrebatamento secreto’

Rodrigo Silva resumiu a corrente dispensacionalista da seguinte forma: “Nessa corrente, Israel é o relógio de Deus, haverá o arrebatamento invisível da Igreja e o Armagedom será uma guerra física contra Israel, no vale de Jezreel”, disse.

O arqueólogo ainda mencionou que, dentro dessa corrente, acredita-se que Rússia e China pelejarão contra Israel e que o país será defendido pelos EUA e seus aliados.

A outra ideia escatológica geral sobre o fim dos tempos e o juízo final de Deus, conforme lembra o teólogo, tem base nos ensinamentos de Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio, João Calvino, os Valdenses, entre outros. 

“E nessa escatologia não há espaço para o arrebatamento secreto da Igreja e Israel não é protagonista do fim dos tempos. Haverá uma volta visível e única de Jesus e não há ideia de um conflito real entre Israel e seus inimigos”, explicou.

“Essa é a visão que eu adoto e que também é a ideia de alguns batistas, presbiterianos e metodistas”, compartilhou.

‘Paz e segurança como sinal da volta de Cristo’

Ao ler Mateus 24, Rodrigo destaca o seguinte: “Em momento algum Jesus disse que uma guerra marcaria a volta Dele, pelo contrário”, disse ao lembrar que Paulo fez um alerta sobre isso em sua primeira carta aos Tessalonicenses (5.3).

“Quando disserem: ‘Paz e segurança’, então, de repente, a destruição virá sobre eles, como dores à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão”. 

“Quando o Anticristo governar, ele não trará uma guerra, mas uma falsa paz. E as nações vão se maravilhar seguindo a besta. E os únicos que estarão contra a besta farão parte do remanescente fiel que passará pela Grande Tribulação”, continuou. 

Apocalipse 3.10 fala de arrebatamento?

“Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, eu também o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo, para pôr à prova os que habitam na terra”. (Apocalipse 3.10)

Sobre o texto em Apocalipse, Rodrigo explica: “Deus guardará seu povo da mesma forma que guardou Noé. E não foi tirando Noé e sua família do dilúvio, mas os guardando em meio às águas”. 

O arqueólogo também relaciona a salvação pessoal da mesma forma: “Deus salva a cada um de nós em meio à nossa tribulação”. 

E sobre a batalha do Armagedom, o estudioso explica que não entende se tratar de um conflito militar, mas de um conflito cósmico, quando Jesus descer das nuvens do céu para acabar com o maligno. 

Sobre as diferentes opiniões, Brunet finaliza dizendo: “Cada um carrega a ‘própria verdade’ baseado no celeiro que teve disponível durante a vida. Cada um tem a sua teologia”, concluiu. 

Com informações: Guiame.com

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Mecânica Marquinhos
Villa Florença
Clínica de motorista Avante
Fagner Empreendimentos
Vive La Fete Festas

Minas Gerais

Dicas da semana

Linhas de ônibus na sua cidade

Associação Brasileira de Portais de Notícias