
O caso de Breno Filipe Machado voltou a ganhar repercussão após um relato forte e emocionante de sua mãe, Laudijane Rodrigues, durante entrevista ao podcast PodElas no Comando, onde conversou com a apresentadora Benigna Cabral.
Durante a conversa, ela trouxe à tona novos detalhes sobre os momentos que antecederam a morte do filho, levantando questionamentos graves sobre uma possível omissão de socorro.
Segundo a mãe, imagens do circuito interno do condomínio mostram que Breno ainda estava vivo dentro do elevador, apresentando sinais de movimento enquanto aguardava atendimento.
Ela afirma ainda que algumas equipes de socorro estiveram no local, mas o atendimento não foi realizado de imediato.
Outro ponto que gerou indignação foi a informação de que não seria possível prestar socorro sem a identificação da vítima — algo que contraria um princípio básico:
👉 qualquer pessoa deve ser socorrida independentemente de portar documentos no momento.
Suspeita de julgamento precipitado
A mãe também relatou que teve acesso a conversas de moradores do condomínio, que indicavam o medo de haver um “bandido” no prédio no momento da ocorrência.
Para ela, essa suposição pode ter influenciado diretamente na demora do socorro.
“Meu filho estava vivo… ele se mexia… e mesmo assim não foi socorrido”, desabafou.
Entenda o caso
No dia do crime, Breno Filipe estava em um apartamento localizado em um condomínio no bairro de Boa Viagem, em Recife (PE), quando um homem — ex-companheiro da mãe de sua namorada — invadiu o local.
O suspeito efetuou disparos de arma de fogo contra as pessoas que estavam no imóvel. Breno foi atingido no peito.
Mesmo ferido, ele conseguiu sair do apartamento e chegar até o elevador do prédio. Imagens mostram que, naquele momento, ele ainda apresentava sinais de vida.
Após descer pelo elevador, Breno permaneceu no local aguardando socorro. De acordo com o relato da família, o atendimento demorou a acontecer, mesmo com a chegada de equipes ao condomínio.
Ele foi posteriormente encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O autor do crime tirou a própria vida após o ataque. Outras vítimas também foram atingidas, incluindo a sogra de Breno, que morreu, e a namorada, que sobreviveu.
Pedido de justiça e reabertura do caso

Durante a entrevista, a mãe de Breno fez um apelo direto à senadora Damares Alves, pedindo apoio para que o inquérito de omissão de socorro seja reaberto, já que o caso foi arquivado anteriormente.
Ela reforça que as novas informações e imagens podem ser determinantes para uma reavaliação dos fatos.
O caso de Breno Filipe não é apenas sobre uma tragédia — é sobre dúvidas que ainda não foram respondidas.
Se havia vida, havia chance.
E se havia chance, por que o socorro não veio a tempo?
A dor de uma mãe agora se transforma em luta por justiça — e em um alerta para toda a sociedade.
Jornalista: Cida Frausino


















