
Nos bastidores políticos goianos, o lançamento da pré-candidatura de Wilder Morais ao Senado expôs tensões dentro do próprio PL. Dirigentes e parlamentares demonstraram incômodo com a postura do senador, especialmente pela pouca articulação política nos últimos meses, pela resistência em conceder entrevistas e pelo enfrentamento direto ao governo Ronaldo Caiado (UB).
Para uma ala expressiva do partido, essa combinação tem fragilizado a sigla no estado e aberto espaço para que prefeitos e deputados migrem para a base governista — um movimento que, segundo fontes internas, já está em curso.
Durante a reunião que sacramentou seu nome, o próprio Wilder reconheceu que a disputa ainda é distante e que o cenário pode mudar conforme as articulações nacionais evoluam. Ele ponderou que o anúncio oficial poderia ser precoce, mas, mesmo assim, foi convencido pela cúpula a aceitar a posição como estratégia de fortalecimento partidário.
A solução encontrada pelo PL foi pragmática: apresentar Wilder como pré-candidato agora, mas sem fechar portas para uma composição futura. A leitura entre os presentes é de que a sigla ganha musculatura para negociar tanto com o governo estadual quanto com aliados tradicionais, ao mesmo tempo em que mantém a possibilidade de construir uma chapa robusta caso o nome de Wilder avance nas pesquisas.
Um interlocutor resumiu o sentimento interno: “Se Wilder deslanchar, teremos uma chapa majoritária capaz de eleger um ou dois senadores. Se não, o caminho natural é a composição com Daniel Vilela.”
O movimento reforça o tom estratégico adotado pelo partido: consolidar posição enquanto observa os próximos passos do tabuleiro estadual — sem comprometer, por ora, a possibilidade de acordo com o grupo governista.


















