
O grupo de criminosos invadiu um colégio feminino, em Maga, no estado de Kebb, e raptou cerca de 25 alunas
Por Patricia Scott
Vinte e cinco alunas da Government Girls Comprehensive Secondary School, em Maga, no estado de Kebbi, na Nigéria, foram sequestradas na madrugada de segunda-feira (17). O ataque ocorreu por volta das 4h da manhã, quando homens armados invadiram o complexo escolar e abriram fogo. Entre as vítimas há estudantes cristãs, embora o número exato ainda não tenha sido confirmado.
Em comunicado, a polícia nigeriana informou que “um grupo de bandidos armados com equipamentos sofisticados invadiu a escola e efetuou disparos aleatórios”. Tropas táticas responderam ao ataque, mas os criminosos conseguiram escalar o muro e fugir com as estudantes. Durante o confronto, Hassan Makuku foi morto e Ali Shehu ficou ferido na mão direita.
Fontes locais ouvidas pela Portas Abertas relatam que as meninas foram levadas para áreas de vegetação densa próximas à escola. Até agora, nenhum contato foi feito pelos sequestradores, e a motivação do ataque permanece desconhecida. Famílias cristãs tentam confirmar se suas filhas estão entre as vítimas, e estimativas preliminares indicam que o número de alunas cristãs sequestradas pode ser maior que o divulgado pela imprensa local.
Tanto veículos nigerianos quanto organizações que acompanham a situação denunciam o aumento de sequestros em estados do noroeste do país. O crime se tornou um negócio lucrativo, segundo Portas Abertas, e um instrumento para desestabilizar comunidades, empobrecê-las e submetê-las a conversões religiosas forçadas. Cristãos frequentemente recebem exigências de resgate mais altas, o que os obriga a vender propriedades e terras para pagar pela libertação de familiares.
A Nigéria ocupa o 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, da Missão Portas Abertas, ranking que monitora a hostilidade contra cristãos. Com a crescente repercussão internacional sobre os ataques, multiplicam-se dúvidas sobre causas, responsáveis e impactos da violência que atinge de forma desproporcional as minorias religiosas.
A Portas Abertas informou que seus parceiros locais investigam o caso e divulgarão atualizações assim que possível. A organização também convoca a comunidade internacional a apoiar ações por proteção, justiça e restauração para cristãos e outros grupos vulneráveis na África Subsaariana. A entidade busca reunir um milhão de assinaturas até o fim de 2026 para apresentar um apelo à União Africana, à ONU e a governos de diversos países.
A Portas Abertas está com a campanha “Desperta África”. O objetivo é incentivar o engajamento global contra a violência sistemática na África Subsaariana.
Fonte: comunhao.com


















