Igrejas reforçam proteção infantil e passam a exigir antecedentes criminais de voluntários

Com o avanço da legislação voltada à proteção de crianças e adolescentes, igrejas de todo o país estão adotando medidas mais rigorosas para garantir a segurança nos ministérios infantis. Entre elas, ganha destaque a exigência de certidão de antecedentes criminais para voluntários e colaboradores que atuam diretamente com menores.

A iniciativa não surge de um movimento isolado das instituições religiosas, mas de um novo marco legal, a Lei nº 14.811/2024, que fortaleceu mecanismos de prevenção e responsabilização em casos de violência contra crianças e adolescentes. A norma ampliou a atenção sobre ambientes que recebem menores, incluindo escolas, projetos sociais e espaços religiosos.

Proteção acima de tudo

Embora a lei não cite nominalmente as igrejas em todos os seus dispositivos, especialistas em direito são unânimes ao afirmar que qualquer instituição que desenvolva atividades contínuas com crianças e adolescentes precisa adotar medidas preventivas. Nesse contexto, a solicitação de antecedentes criminais passa a ser vista como boa prática jurídica e institucional, alinhada ao dever de cuidado.

A exigência não tem caráter punitivo ou discriminatório. Pelo contrário: trata-se de um instrumento de prevenção, que busca reduzir riscos, proteger os menores e também resguardar a própria instituição de eventuais responsabilidades legais.

Voluntariado com responsabilidade

Historicamente, muitas igrejas já adotavam critérios internos para o trabalho no ministério infantil, como cursos de capacitação, entrevistas e acompanhamento pastoral. Agora, com a legislação mais rigorosa, cresce a conscientização de que a fé e o amor ao próximo caminham lado a lado com responsabilidade e zelo.

Juristas ressaltam que solicitar a certidão de antecedentes criminais é legal, permitido e recomendável, sobretudo para funções que envolvem cuidado direto, convivência frequente ou autoridade sobre crianças.

Cuidado que fortalece a missão

Lideranças religiosas avaliam que a medida, longe de afastar voluntários, tende a fortalecer a confiança das famílias, garantindo um ambiente mais seguro e transparente. Em tempos de maior vigilância social e jurídica, a prevenção se consolida como um ato de amor e compromisso com a infância.

Em resumo

  • ✔️ A Lei nº 14.811/2024 reforça a proteção de crianças e adolescentes
  • ✔️ Igrejas que mantêm ministérios infantis podem exigir antecedentes criminais
  • ✔️ A medida é preventiva, legal e protege tanto os menores quanto a instituição
  • ✔️ Segurança e fé caminham juntas na construção de ambientes saudáveis

A discussão marca um novo momento para o voluntariado cristão: servir continua sendo um chamado, mas agora com ainda mais responsabilidade, cuidado e compromisso com a vida.

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