GDF expande Fábrica Social e leva nova unidade com 500 vagas ao Sol Nascente

Equipamento oferece curso de costura e auxílio financeiro a pessoas em situação de vulnerabilidade; novo endereço foi inaugurado neste sábado (21), com a presença do governador Ibaneis Rocha

Responsável por transformar diretamente a vida de mais de 3 mil pessoas em situação de vulnerabilidade desde 2019, a Fábrica Social acaba de ganhar mais um endereço. O governador Ibaneis Rocha participou, na manhã deste sábado (21), da inauguração da nova unidade do equipamento, no Trecho 2 do Sol Nascente.

“A fábrica está aqui, inaugurada, todo mundo trabalhando, tendo renda, tendo oportunidade de trabalho, porque, na sequência desse programa, quem quiser montar a sua malharia, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda faz o investimento, empresta o dinheiro para a compra do equipamento e para a montagem, para que as pessoas tenham sua independência”, afirmou o governador, referindo-se ao programa Prospera.

O governador Ibaneis Rocha participou da inauguração da nova Fábrica Social, no Sol Nascente; a unidade terá capacidade para 500 alunos | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Durante o discurso, o chefe do Executivo destacou a importância da qualificação técnica para inserção no mercado de trabalho: “Na área da confecção, com a iniciativa que nós tivemos no ano passado de criar o Cartão Uniforme Escolar, nós temos um número muito grande de malharias que estão contratando mão de obra para poder dar conta de todos os uniformes das nossas crianças e adolescentes. De forma muito especial, as mulheres, porque nós sabemos a importância da qualificação profissional para dar liberdade financeira às nossas mulheres. Isso ajuda em todas as áreas, na renda, na confiança, na autoestima e no crescimento pessoal”.

A nova unidade terá capacidade para 500 alunos, sendo 300 na área de corte e costura industrial e 200 na área da beleza. Os cursos vão desde a formação em confecção industrial até atividades como manicure, cabeleireiro com técnicas de tintura, extensão de cílios e outros serviços estéticos.

O programa, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), combina formação profissional com prática produtiva no mesmo ambiente. Isso permite aos alunos vivenciar a rotina de trabalho e aumenta as chances de inserção no mercado.

“O primeiro impacto é o emprego. Muitos empregos são gerados aqui. Nós montamos recentemente uma agência do trabalhador na região, e várias vagas estão sendo captadas de empresas daqui do Sol Nascente”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes.

Laura Santos Medeiros trabalha há cerca de um ano na Fábrica Social, na Cidade do Automóvel, e agora celebra a inauguração da nova unidade perto de casa. “Eu amo costurar, aprendi muita coisa. Quem passa por aqui pode trabalhar em outra empresa depois ou até abrir o próprio negócio. Além disso, a gente ainda recebe uma bolsa, que ajuda a juntar um dinheirinho para comprar máquinas sem se endividar. Agora, com a unidade perto de casa, abriu-se uma porta para quem realmente quer aprender e ter uma profissão. A fábrica é maravilhosa, eu gosto muito mesmo”, comemorou.

Laura Santos Medeiros: “Eu amo costurar, aprendi muita coisa. Quem passa por aqui pode trabalhar em outra empresa depois ou até abrir o próprio negócio” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Outras unidades

Atualmente, a Fábrica Social conta com uma unidade na Cidade do Automóvel, que atende até 1.200 alunos. O local funciona como um centro de educação profissional, onde é oferecido o curso de costura industrial, dividido em oito módulos.

São contempladas diversas áreas de uma fábrica, incluindo malharia inicial e avançada, tecido plano, serigrafia, bordado computadorizado, bolsas e acessórios, bonés e similares.

O desenvolvimento do conteúdo programático, o acompanhamento pedagógico e a monitoria/instrutoria são realizados por uma organização da sociedade civil, contratada por meio de termo de colaboração com a Sedet.

Parte dos materiais produzidos é destinada a ações sociais e ao GDF, como os enxovais hospitalares utilizados na rede pública de saúde e uniformes para administrações regionais.

Além disso, há outra unidade localizada no Complexo da Papuda que produz artefatos de concreto, como meios-fios, intertravados, bloquetes e tampas de bueiro. Esses itens ajudam diretamente nas ações do programa Renova DF, que cuida da zeladoria em várias regiões administrativas. Com essa estrutura, a Fábrica Social produz e entrega mais de 100 mil itens por ano.

Na Fábrica Social do Sol Nascente, os cursos vão desde a formação em confecção industrial até atividades como manicure, cabeleireiro com técnicas de tintura, extensão de cílios e outros serviços estéticos | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Quem pode participar

A capacitação tem duração de um ano e ocorre de segunda a sexta-feira — das 8h às 12h ou das 14h às 18h. Para participar, os interessados devem estar inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e ter renda per capita de até R$ 200.

Os alunos recebem uma bolsa de R$ 304, além de lanche e auxílio-transporte como ajuda de custo para incentivá-los a não desistir do projeto. Também há um auxílio de produtividade, com um percentual sobre o que produzem após a fase de instrução.

As inscrições para a unidade do Sol Nascente começam com a publicação do chamamento público, prevista para segunda-feira (23).

Geovanna Gravia e Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

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