
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) decidiu arquivar mais um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB-DF), reforçando o que já vem sendo observado nos bastidores políticos: sucessivas tentativas da oposição sem sustentação jurídica acabam não prosperando.
O pedido havia sido protocolado pela deputada Paula Belmonte (PSDB-DF), mas foi barrado após decisão do presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB-DF), publicada no Diário da CLDF nesta segunda-feira (23/3). A medida seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da própria Câmara, que se manifestou pelo arquivamento da denúncia.
Não é a primeira vez que iniciativas desse tipo são rejeitadas. A CLDF já havia negado outros pedidos de impeachment apresentados por partidos de oposição como PV, PT, Rede Sustentabilidade, PDT e PCdoB, além de uma solicitação feita por um advogado. Mesmo com novas tentativas, como a protocolada recentemente por PSol e Rede Sustentabilidade, alegando supostos crimes relacionados à probidade administrativa, leis orçamentárias e uso de recursos públicos, nenhuma delas avançou.
Nos bastidores, a leitura é de que há um desgaste crescente da estratégia de judicializar o debate político. Para aliados do governo, trata-se de mais uma tentativa frustrada de criar instabilidade institucional sem base concreta.
O próprio governador Ibaneis Rocha já havia se manifestado sobre o tema, classificando os pedidos como “politicagem baixa” e sem fundamento fático ou jurídico. A declaração reforça o tom adotado pelo Executivo diante das investidas recorrentes.
Enquanto isso, o governo segue focado em pautas consideradas prioritárias, como a busca por soluções para o fortalecimento e a normalização do BRB, tema que tem mobilizado esforços da equipe econômica e política do GDF. Na avaliação de interlocutores do governo, enquanto há trabalho para resolver questões estruturais e garantir estabilidade econômica, parte da oposição insiste em disputas políticas que não encontram respaldo técnico.
Com a proximidade da saída de Ibaneis Rocha do cargo, prevista para o dia 28 de março, quando deve se desincompatibilizar para disputar o Senado, o cenário político no DF tende a ganhar novos contornos. A vice-governadora Celina Leão (PP-DF) assumirá o comando do Executivo local, dando continuidade à gestão.
O arquivamento de mais esse pedido reforça um padrão já consolidado: as tentativas de impeachment contra Ibaneis Rocha não têm encontrado sustentação jurídica suficiente para avançar, evidenciando que, até aqui, prevalece o entendimento técnico sobre as disputas políticas.


















