
A operadora Vivo comunicou oficialmente à Anatel que irá descontinuar, em todo o território nacional, o serviço de telefonia fixa a partir de 31 de dezembro. A decisão encerra um ciclo iniciado com a privatização das telecomunicações no Brasil, nos anos 1990, quando o telefone fixo era considerado serviço essencial e submetido a regras de universalização.
Com a mudança, a Vivo deixa o regime público e passa a operar exclusivamente no regime privado, o que altera a forma de regulação do serviço. Nesse novo modelo, a empresa ganha maior liberdade para definir preços, ofertas comerciais e estratégias de atuação, sem a obrigação de manter metas de continuidade e expansão típicas do antigo contrato de concessão.
Como parte do processo de migração, a operadora firmou um compromisso de investimento de R$ 4,5 bilhões em infraestrutura de telecomunicações. Os recursos serão destinados, principalmente, à ampliação da rede de fibra óptica em 121 municípios e ao fortalecimento da cobertura da telefonia móvel em outras 649 localidades, reforçando o foco em serviços digitais e móveis.
A Vivo informou ainda que o encerramento da telefonia fixa será feito de maneira gradual e acompanhada pela Anatel, garantindo uma transição organizada. Segundo a empresa, os clientes que ainda utilizam o serviço não serão prejudicados, e alternativas serão apresentadas conforme o avanço do processo.
A medida reflete uma mudança estrutural no setor de telecomunicações, marcada pela queda no uso do telefone fixo e pelo avanço de tecnologias como a internet de alta velocidade e a telefonia móvel, que hoje concentram a maior parte da demanda dos consumidores brasileiros.


















