
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encontra-se “estável do ponto de vista clínico” neste domingo (23), segundo boletim divulgado por sua equipe médica. O comunicado, porém, revelou que, na noite de sexta-feira (21), Bolsonaro apresentou um episódio de confusão mental e alucinações, possivelmente relacionados ao uso do medicamento Pregabalina. De acordo com os profissionais, o remédio foi prescrito por outra médica com a intenção de “otimizar o tratamento”, mas a equipe responsável afirma não ter sido consultada ou informada previamente sobre o uso da substância.
A Pregabalina, segundo o boletim, tem interação relevante com outros medicamentos que Bolsonaro utiliza de forma regular para crises de soluços, como clorpromazina e gabapentina, o que pode potencializar efeitos no sistema nervoso central. Após a identificação do quadro, o medicamento foi suspenso e os médicos afirmam que, no momento, não há sintomas residuais. Ajustes foram realizados na medicação, restabelecendo o tratamento indicado anteriormente.
Durante audiência de custódia realizada neste domingo, Bolsonaro relatou ter vivido uma “certa paranoia” entre sexta e sábado (22). Ele afirmou que, nesse período, chegou a mexer na tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda, alegando possuir conhecimento técnico por ter feito um curso na área. O episódio foi citado por sua defesa em comunicações ao Supremo Tribunal Federal, reforçando o argumento de que o ex-presidente estaria enfrentando um quadro de confusão mental. A defesa voltou a pedir que a prisão preventiva seja convertida em prisão domiciliar.
Bolsonaro segue preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A nota médica, assinada pelo cirurgião geral Claudio Birolini e pelo cardiologista Leandro Echenique, afirma que o ex-presidente está estável e que o quadro será acompanhado de perto pelas equipes responsáveis. Novas atualizações poderão ser divulgadas conforme a evolução do estado clínico do ex-presidente.


















