Pix mais seguro: nova versão do MED promete rastrear dinheiro em golpes e agilizar devoluções

Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

O Brasil deu mais um passo importante no combate a fraudes envolvendo o Pix. Entrou em funcionamento, no último domingo, a versão atualizada do Mecanismo Especial de Devolução (MED) — ferramenta criada pelo Banco Central para localizar e devolver valores transferidos indevidamente em golpes, fraudes ou situações de coerção.

A grande novidade? Agora o sistema não olha apenas para a primeira conta que recebeu o dinheiro. Ele passa a seguir o “rastro” das movimentações, identificando possíveis destinos dos recursos após a fraude, algo que antes era praticamente impossível diante da velocidade com que criminosos sacam e transferem valores.

Embora o uso ainda seja facultativo, todas as instituições financeiras serão obrigadas a adotar o novo MED a partir de 2 de fevereiro de 2026.


Por que essa atualização era necessária?

Quando o MED foi lançado, em 2021, ele funcionava de forma mais limitada: só conseguia bloquear valores na primeira conta que recebeu o Pix fraudulento. O problema é que golpistas agem rápido — esvaziam a conta, transferem o dinheiro para outras e inviabilizam a devolução.

Em 2022, ficou claro para o Banco Central e para os bancos que era preciso ampliar o alcance do mecanismo. Agora, com a versão aprimorada:

  • O MED rastreia possíveis trilhas do dinheiro.
  • Compartilha essas informações entre os bancos envolvidos.
  • Possibilita a devolução em até 11 dias após a contestação do cliente.

Na prática, isso aumenta a chance de a vítima ter o valor recuperado.


🛡️ Botão de contestação: denúncia mais rápida e sem burocracia

Desde 1º de outubro, o Pix passou a contar com o “botão de contestação” — um recurso dentro do próprio aplicativo do banco. Ele permite comunicar uma fraude de forma digital, sem precisar ligar para atendimento ou enfrentar filas virtuais.

Com o aviso mais rápido, o bloqueio dos valores também acontece com mais agilidade, reduzindo o tempo de ação dos criminosos e aumentando a probabilidade de recuperação do dinheiro.


🔙 Como pedir o Pix de volta? Veja o passo a passo

Segundo o Banco Central, o pedido deve ser feito em até 80 dias após a transação.

1️⃣ Registre a reclamação no seu banco ou instituição de pagamento.
2️⃣ A instituição analisa o caso. Se identificar indícios de golpe, o valor recebido pelo fraudador é bloqueado.
3️⃣ Análise em até 7 dias:

  • Se não for fraude, o dinheiro é liberado ao recebedor.
  • Se for fraude, a devolução é feita em até 96 horas, total ou parcial, dependendo do saldo disponível.
    4️⃣ Se houver apenas devolução parcial, o banco do fraudador pode realizar bloqueios sucessivos por até 90 dias, até chegar ao valor total devido.

🔍 O que muda para o usuário?

  • Mais agilidade na contestação.
  • Maior chance de reaver o dinheiro.
  • Monitoramento mais amplo das transações suspeitas.

O novo MED não elimina o risco de golpes, mas torna o ambiente do Pix mais seguro — e pressiona criminosos que, até então, se beneficiavam da velocidade das transferências.


Fica o alerta

Mesmo com o avanço tecnológico, a melhor defesa ainda é a prevenção. Desconfie de pedidos urgentes, ofertas milagrosas e links suspeitos. E, diante de qualquer dúvida, não conclua a transferência.

O Pix segue sendo um dos sistemas mais eficientes e populares do país — e agora, mais protegido.

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