
Culto da Igreja Apostólica de Cristo, em Eruku, foi invadido por extremistas; fiéis foram mortos, feridos e sequestrados
Por Patricia Scott
Uma transmissão ao vivo registrou o instante em que homens armados invadiram um culto da Igreja Apostólica de Cristo (CAC) em Eruku, no Estado de Kwara, centro da Nigéria. O ataque, ocorrido na manhã de terça-feira (18), reforçou o cenário de insegurança vivido por comunidades cristãs da região, alvo constante de grupos extremistas e redes de sequestro.
As imagens mostram o ambiente silencioso da igreja momentos antes de terroristas encapuzados entrarem e abrirem fogo contra os presentes. A CAC pertence a uma das maiores denominações pentecostais do país, com forte presença em localidades rurais.
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Segundo autoridades locais, o atentado foi executado por uma célula jihadista que atua no eixo Kwara–Kogi–Níger, responsável por invasões de vilarejos, ataques a igrejas e pela prática sistemática de sequestros em busca de resgate.
Cinco mortos, feridos e sequestros
Relatos de moradores e profissionais de saúde indicam que pelo menos cinco pessoas morreram no interior do templo e mais de uma dezena ficou ferida. Vários fiéis foram sequestrados e levados para a mata ao redor da cidade. Entre os feridos está o vigilante Segun Ajala, encaminhado ao Hospital ECWA após ser baleado.
As vítimas identificadas até o momento são Tunde Ajayi e um homem conhecido como Sr. Aderemi. De acordo com a polícia, Aderemi morreu na igreja, enquanto o corpo de Ajayi foi encontrado posteriormente no matagal.
Testemunhas afirmam que os criminosos chegaram em motocicletas, dispararam contra a congregação e recolheram pertences pessoais antes de fugir — um padrão recorrente nos ataques atribuídos a extremistas que atuam na região central do país.
Reincidência dos criminosos
Fontes ouvidas pelo Premium Times afirmam que os terroristas retornaram à área por volta das 23h20. Um viajante retido na estrada Ilorin–Egbe–Kabba durante o primeiro ataque relatou que permaneceu a noite inteira no local por medo de novos disparos.
A reincidência dos criminosos levantou críticas de moradores, que questionam a inoperância das forças de segurança, mesmo com a presença de uma divisão policial em Eruku e de uma base militar localizada a cerca de três quilômetros, em Egbe.
A polícia estadual mobilizou equipes táticas e grupos de vigilantes para tentar localizar os sequestrados e capturar os responsáveis. Enquanto isso, famílias percorrem hospitais e postos de vigilância em busca de informações.
Embora organizações internacionais apontem um quadro crescente de perseguição religiosa, o governo nigeriano insiste que a violência é resultado da ação de “bandidos armados”, e não de motivação religiosa. Lideranças cristãs no país contestam essa versão.
O ataque em Eruku volta a chamar atenção internacional para a escalada de violência contra cristãos na Nigéria, país que figura entre os mais perigosos do mundo para o exercício da fé cristã.


















