
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, falou publicamente pela primeira vez sobre o projeto de lei enviado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que prevê medidas para o restabelecimento das condições econômico-financeiras do Banco de Brasília (BRB). Em tom firme, o chefe do Executivo deixou claro que a proposta não se trata de uma disputa política ou de apoio ao seu governo, mas de uma ação necessária para garantir a sobrevivência de uma instituição estratégica para o Distrito Federal.
Ao comentar o envio do texto ao Legislativo, Ibaneis reforçou que cabe ao parlamento debater, aprimorar, aprovar ou rejeitar o projeto. No entanto, destacou que o momento exige responsabilidade. “Não é uma questão de apoiar o meu governo. É uma questão de dar sobrevivência ao BRB, aos seus mais de 4,5 mil colaboradores, a inúmeros empresários especialmente do setor imobiliário e a milhares de empregos”, afirmou.
O banco público do DF enfrenta impactos após prejuízos em negócios envolvendo o Banco Master, atualmente sob investigação da Polícia Federal. Diante desse cenário, o projeto autoriza o Governo do Distrito Federal, na condição de acionista controlador, a adotar medidas para fortalecer o patrimônio e a liquidez da instituição. Entre elas, está a possibilidade de contratação de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras, além da utilização de nove imóveis públicos para venda ou como garantia em operações.
Ibaneis foi enfático ao afirmar que eventuais responsabilidades serão apuradas pelas autoridades competentes. “Se houve culpados nesse processo, certamente a Justiça vai encontrar. O que não podemos é penalizar a população da nossa cidade”, declarou. Segundo ele, todas as providências para resguardar os ativos foram tomadas pelo BRB, incluindo a contratação de auditoria independente da Machado Meyer, em parceria com a Kroll, o ajuizamento de ações para bloqueio de ativos e o fornecimento de informações às autoridades. Os processos, segundo o governador, seguem sob sigilo por determinação do Supremo Tribunal Federal.
O governador também ressaltou o papel social do BRB no Distrito Federal. A instituição é operadora de programas sociais, responsável pelo sistema de bilhetagem e agente fundamental no financiamento de políticas públicas. Um eventual enfraquecimento do banco, portanto, não atingiria apenas números em balanço, mas poderia impactar diretamente a população, especialmente a mais vulnerável.
A mensagem do Executivo é clara: o projeto não é partidário, é estrutural. A discussão que se impõe não é ideológica, mas técnica e institucional. Trata-se de preservar um banco público que sustenta empregos, fomenta o setor produtivo e executa políticas sociais essenciais. Para o governo, a prioridade é garantir estabilidade, proteger a economia local e assegurar que o BRB continue cumprindo sua função estratégica no Distrito Federal.
Com informações da Redação do Site e do Portal metropóles


















