
Inaugurado em dezembro do ano passado, o Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) é a primeira unidade do Distrito Federal com foco exclusivo no atendimento a crianças com autismo. O centro atende crianças de até 10 anos que já estão inseridas nas filas da rede pública de saúde.
O principal objetivo da unidade é garantir o diagnóstico precoce e a intervenção em tempo adequado, etapa considerada essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e comportamental das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Atendimento especializado e integrado

O acesso ao Cretea ocorre por meio da Central de Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Ao chegar à unidade, a criança passa por acolhimento e por três avaliações multiprofissionais, processo que permite identificar as características do espectro e também analisar outros aspectos do desenvolvimento.
Após essa fase inicial, a equipe se reúne com a família para apresentar o plano terapêutico individualizado. “Após essa etapa, a equipe se reúne com a família para apresentar o plano terapêutico, definindo os atendimentos necessários, como fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia, nutrição e participação em grupos”, afirma a gerente da unidade, Viviane Felipe Veras.
O centro oferece atendimento integrado com fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas, além de acompanhamento médico especializado.
Estrutura planejada para acolher e estimular
A estrutura do Cretea foi pensada para proporcionar conforto, estímulo e funcionalidade. O espaço conta com oito consultórios, salas para atendimentos em grupo, ginásio terapêutico, sala multissensorial, cozinha terapêutica e ambientes voltados ao acolhimento e às atividades lúdicas.
Os atendimentos incluem sessões individuais, grupos voltados à interação social e ações direcionadas às famílias, fortalecendo o vínculo e o suporte no processo de desenvolvimento da criança.
A equipe multiprofissional é composta por psiquiatra infantil, neuropediatra, pediatra, psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta. O centro atende tanto crianças com diagnóstico confirmado quanto aquelas com suspeita de TEA, sempre mediante encaminhamento da rede pública.
Vagas e acompanhamento individualizado
Inicialmente, foram disponibilizadas 50 vagas, todas preenchidas até o dia 16, com previsão de novas aberturas mensais. Segundo a gerente da unidade, parte dos encaminhamentos não se enquadrava no perfil de TEA, o que levou à reorganização dos fluxos de atendimento.
A frequência dos atendimentos é definida de forma individualizada, levando em consideração as necessidades clínicas da criança e a rotina da família. O tempo de permanência também varia conforme cada caso. Crianças com demandas mais pontuais podem receber alta após cerca de seis meses.
Após os três primeiros meses, o paciente é reavaliado para acompanhamento da evolução. Uma nova análise ocorre em 180 dias para definir a continuidade do tratamento ou o encaminhamento para a rede regular. Todo o processo é articulado com as unidades básicas de saúde e com as escolas, mantendo o vínculo com a atenção primária.
Com informações da Secretaria de Saúde


















