
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou na noite desta terça-feira (27) sua filiação ao PSD, em um movimento estratégico para consolidar sua pré-candidatura à Presidência da República. A decisão marca sua saída do União Brasil e o reposiciona no cenário nacional ao lado de dois outros governadores que também despontam como possíveis nomes na corrida ao Palácio do Planalto: Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
O anúncio foi feito em conjunto, em um gesto que sinaliza articulação política e construção de uma frente com discurso de responsabilidade administrativa e compromisso institucional.
Durante a fala, Caiado destacou que o grupo pretende apresentar ao país um projeto baseado em valores e preparo técnico para governar.
“Aquele que for escolhido (para ser candidato) levará essa bandeira de resgate daquilo que o povo espera: caráter, honra, independência intelectual para governar esse país. O que sair daqui candidato terá o apoio dos demais”, afirmou.
A declaração reforça o discurso de unidade entre os governadores e evidencia a tentativa de construção de uma candidatura que dialogue com o eleitorado que busca alternância de poder e estabilidade política.
Protagonismo nacional
Reconhecido por aliados como um gestor de perfil firme e defensor da autonomia dos estados, Caiado tem usado os resultados de sua administração em Goiás como vitrine para sustentar seu projeto nacional. O estado se tornou referência em segurança pública, equilíbrio fiscal e atração de investimentos, fatores frequentemente citados pelo governador como exemplos de que é possível unir responsabilidade financeira e políticas públicas eficazes.
A filiação ao PSD amplia seu espaço político e fortalece a estratégia de se manter competitivo dentro de um grupo que pretende apresentar um nome único à disputa presidencial.
Nos bastidores, a movimentação é vista como mais um passo na consolidação de uma alternativa ao atual cenário polarizado da política brasileira.
Com a nova filiação, Caiado entra oficialmente em uma fase de articulação mais intensa, buscando apoio nacional e reforçando o discurso de que o Brasil precisa de liderança com experiência administrativa, firmeza e independência.


















