
O Partido Liberal (PL) vive um momento de forte tensão interna, especialmente no Distrito Federal. Com a aproximação do calendário eleitoral de 2026, divergências estratégicas e disputas por espaço têm evidenciado um racha entre lideranças da legenda, afetando diretamente o planejamento político do partido na capital federal.
Nos bastidores, o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, tem sido categórico ao defender que a sigla concentre seus esforços na eleição de deputados federais, estratégia considerada fundamental para garantir maior fatia do fundo partidário e do fundo eleitoral. Nesse contexto, Valdemar não vê com bons olhos a candidatura da deputada Bia Kicis ao Senado, defendendo que ela dispute novamente uma vaga na Câmara dos Deputados para ajudar a fortalecer a bancada federal do partido.
A orientação foi dada de forma direta durante reuniões internas da legenda. Para a direção nacional, a prioridade é assegurar o maior número possível de cadeiras na Câmara, o que impacta diretamente no volume de recursos que o partido recebe. Hoje, o PL é o partido com maior fatia do fundo eleitoral, reflexo dos 99 deputados eleitos em 2022, o que garantiu à legenda cerca de R$ 886 milhões dos quase R$ 5 bilhões distribuídos pelo Tribunal Superior Eleitoral.
A preocupação, no entanto, é que esse cenário possa se alterar já nas próximas eleições. Com a possibilidade de saída de parlamentares durante a janela partidária de 2026, o partido corre o risco de reduzir significativamente sua bancada. A eventual saída de nomes como o deputado Alberto Fraga, que avalia migrar para o PSD, e a indefinição sobre o futuro político de outras lideranças no Distrito Federal acendem o alerta dentro da sigla.
Outro ponto de tensão envolve a disputa interna por espaço eleitoral. Há resistência à ideia de lançar mais de um nome forte ao Senado pelo DF, o que poderia fragmentar os votos e enfraquecer o desempenho do partido. Nesse cenário, o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é tratado como prioridade absoluta pela cúpula nacional, enquanto a eventual candidatura de Bia Kicis enfrenta resistência.
O cenário se agrava diante do desgaste político enfrentado pelo partido após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, fator que, segundo dirigentes, impacta diretamente o planejamento eleitoral e a capacidade de articulação política da legenda.
Com disputas internas, risco de debandada e indefinições estratégicas, o PL entra em um período decisivo. O desafio agora é reorganizar a legenda, manter sua força no Congresso Nacional e evitar que divergências internas comprometam o desempenho eleitoral em 2026 — especialmente no Distrito Federal, onde a disputa promete ser intensa e decisiva para o futuro do partido.
Com informações da Redação do Site e do Portal Radar DF.


















