
A tecnologia tem se mostrado uma aliada cada vez mais importante no combate à violência contra a mulher. Um exemplo disso é a Plinq, plataforma criada pela brasileira Sabrine Matos, que permite a verificação de antecedentes de possíveis parceiros antes do início ou da continuidade de um relacionamento.
A iniciativa surgiu a partir de uma tragédia que chocou o país: o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, assassinada pelo ex-noivo, que já possuía histórico de violência doméstica. O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de mecanismos eficazes de prevenção e proteção às mulheres — e foi justamente nesse contexto que a Plinq nasceu.
A proposta da plataforma é simples, mas poderosa: oferecer informação para que mulheres possam tomar decisões conscientes e seguras.
Como funciona a Plinq
A usuária insere dados básicos da pessoa que deseja consultar, como nome completo, CPF ou número de telefone. A partir disso, o sistema cruza informações públicas disponíveis em bases oficiais e apresenta o resultado de forma clara e objetiva.
O diferencial está no sistema de bandeiras de alerta, que facilita a interpretação dos dados:
- 🟢 Bandeira verde: nenhum registro identificado
- 🟡 Bandeira amarela: indícios que exigem atenção
- 🔴 Bandeira vermelha: histórico com múltiplas ocorrências ou indícios graves de violência
A ferramenta não substitui investigações policiais, mas funciona como um importante instrumento preventivo, oferecendo mais autonomia e segurança às mulheres antes de se envolverem emocionalmente.
Tecnologia a serviço da proteção feminina
Disponível por assinatura anual no valor de R$ 97, a Plinq já ajudou centenas de mulheres a evitarem situações de risco, reforçando o papel da tecnologia como aliada na luta contra a violência de gênero.
Em um país onde os índices de feminicídio ainda são alarmantes, iniciativas como essa representam um avanço importante, ao transformar informação em proteção e empoderamento feminino.
A criação da plataforma reforça uma mensagem essencial: cuidar da própria segurança também é um ato de amor-próprio.


















