Dificuldade para dormir pode ser apneia do sono; conheça sintomas e tratamento

Problemas para dormir, muitas vezes, não são valorizados. Ir para a cama e ficar rolando por horas, mexendo no celular, sem conseguir pegar no sono, ou então acordar diversas vezes durante a noite pode ser perigoso. É durante o sono que o organismo humano se recupera dos desgastes físicos e mentais do dia. Não dormir bem prejudica essa reabilitação e acumula o cansaço ao longo do tempo. De início, as consequências podem ser até imperceptíveis, mas passar longos períodos sem descansar adequadamente é certeza de complicações.

A qualidade de vida está diretamente ligada ao sono. De acordo com dados do Ministério da Saúde, metade dos brasileiros sofrem com alguma dificuldade para dormir. E o mais assustador é que uma das principais causas dessa falta de sono é uma doença séria, que pode gerar problemas cardiovasculares. Trata-se da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), que acomete 33% da população adulta no Brasil.

Como identificar a SAOS

A doença costuma ser silenciosa para quem a tem, mas não para as pessoas ao redor. O ronco alto, por exemplo, é um dos primeiros sintomas. Conforme explicação do Hospital Israelita Albert Einstein, a doença é “o distúrbio no qual o indivíduo sofre breves e repetidas interrupções da respiração enquanto dorme”. Para o Dr. Nilson André Maeda, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, o diagnóstico precoce é fundamental no tratamento. “Pessoas roncadoras, que vivem sonolentas e têm um sono fragmentado e não reparador, necessitam da avaliação de um especialista em medicina do sono”, pontua o médico.

Durante o sono, é comum também que pessoas apresentem outros sintomas, como agitação, pesadelos frequentes e engasgos. Mas, é possível identificar que algo está errado mesmo nos períodos em que o paciente está acordado. Além da sonolência durante o dia, boca seca ao acordar, diminuição da libido, irritabilidade e dificuldades para se concentrar são sinais de que o sono não está bom. “O diagnóstico é feito de forma simples, mas é necessário que o especialista esteja ciente de todas as queixas do paciente”, alerta o Dr. Braz Nicodemo Neto, também otorrinolaringologista do Hospital Paulista.

A SAOS, geralmente, se manifesta ao lado de outras doenças, como obesidade e hipertensão. E é comum que o diagnóstico aconteça de forma indireta. Às vezes, cardiologistas são os primeiros profissionais a suspeitarem que a qualidade do sono está ruim. “É muito comum estes pacientes já estarem em tratamento para hipertensão e apresentarem exame de medição da pressão arterial de 24h (MAPA) com aumento dos níveis, inclusive durante o sono.”

A diferença entre um simples ronco e a apneia

Segundo os especialistas do Hospital Paulista, a SAOS implica em uma limitação do fluxo de ar na garganta e é mais intensa do que um ronco comum. Ela causa repetidas paradas respiratórias enquanto o indivíduo dorme.

Para o Dr. Braz, essas quebras na respiração causam pequenos despertares e deixam o sistema nervoso em estado de alerta durante a noite. O que pode gerar quadros de hipertensão. “A diminuição da oxigenação, seguida de uma nova oxigenação, é capaz de formar radicais livres que levam a um estresse oxidativo considerável, que contribui para as doenças cardiovasculares.”

Tratamento para melhorar a qualidade do sono

A recomendação dos médicos do Hospital Paulista é investigar e tratar a origem do problema. Para eles, isso ajudará a traçar a melhor estratégia de acordo com as individualidades de cada paciente. A SAOS costuma acometer homens obesos e acima do peso, mas também pode se manifestar em indivíduos magros, mulheres e crianças.

Para os especialistas, um dos principais tratamentos para acabar com a doença e melhorar a qualidade de sono, é o uso de pressão positiva em via aérea (CPAP). Segundo os médicos, aparelhos bucais de avanço mandibular usados durante o sono e confeccionados por dentistas são outra alternativa. A terapia fonoaudiológica, e em alguns casos, também pode ser a resolução do problema. Mas, em casos mais graves é necessário recorrer a cirurgia na região da faringe.

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