Canal divulga evidências que questionam suposta cura milagrosa de Miguel Oliveira

Repercussão expõe fragilidade de relatos sensacionalistas usados nas igrejas onde ele ministra

Miguel Oliveira (Reprodução)
Miguel Oliveira (Reprodução)

Há poucos meses, o canal Eu, Você e a Palavra divulgou uma apuração exclusiva que abalou os bastidores do cenário evangélico. O foco da investigação foi a história do jovem pregador Miguel Oliveira, que ganhou notoriedade ao relatar que nasceu surdo, mudo, sem cordas vocais e com 80% da visão comprometida, sendo supostamente curado de forma milagrosa no dia em que completou três anos de idade.

No entanto, documentos, imagens e vídeos obtidos pela reportagem do canal indicam que a narrativa não condiz com a realidade. Registros feitos antes dos dois anos de idade mostram Miguel interagindo normalmente, ouvindo, falando e com saúde aparente, o que contraria diretamente a versão divulgada em igrejas e programas de entrevista.

A investigação também questionou outra parte do relato: o suposto câncer de sua mãe, Érica de Jesus Oliveira. Segundo a história contada ao público, um “laboratório de exames oncológicos” teria feito parte do diagnóstico. Entretanto, apurações apontam que o local mencionado tratava-se apenas de uma clínica de coleta de sangue, fezes e urina, sem qualquer vínculo com exames oncológicos especializados.

A reportagem ainda identificou que, por trás da promoção da história, estavam a própria mãe, Érica, e o pai, Marcelo Dias, acusado de omissão. Após a publicação das revelações, a reação da família não veio com documentos que comprovassem a veracidade do testemunho, mas com ameaças e tentativas de censura.

Miguel passou a usar as redes sociais para advertir que processaria qualquer página que utilizasse sua imagem, justificando ser protegido por lei como menor de idade. No entanto, ele já é um adolescente, figura pública, com contratos de agenda e assessoria profissional.

Paralelamente, apurações de bastidores apontam que Érica teria telefonado para diversos canais e podcasts exigindo a remoção completa do vídeo do testemunho. A atitude, vista como uma ingratidão por parte de quem impulsionou sua história, gerou constrangimento entre apresentadores que anteriormente abriram espaço para a narrativa, hoje considerada cheia de contradições.

Relatos adicionais afirmam que a mãe chegou a fazer ameaças diretas a produtores e apresentadores caso o conteúdo não fosse retirado do ar, intensificando ainda mais a polêmica em torno do caso.

Fonte: O fuxico gospel

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Mecânica Marquinhos
Villa Florença
Clínica de motorista Avante
Fagner Empreendimentos
Vive La Fete Festas

Minas Gerais

Dicas da semana

Linhas de ônibus na sua cidade

Associação Brasileira de Portais de Notícias