Adasa abre 6ª Conferência Internacional da Rede Global de Museus da Água com destaque para sustentabilidade e educação ambiental

O Distrito Federal sedia, entre os dias 5 e 7 de novembro, a 6ª Conferência Internacional da Rede Global de Museus da Água (WAMU+NET), que reúne representantes de mais de 40 países no Espaço Cultural Caesb. O evento, organizado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) em parceria com a UNESCO, a Caesb e a Global Network of Water Museums, tem como tema “Adapting to Climate Change: The Role of Museums in Promoting New Water Uses for Resilient Futures” (Adaptação às Mudanças Climáticas: o papel dos museus na promoção de novos usos da água para futuros resilientes).

A conferência integra a agenda internacional do Programa Hidrológico Intergovernamental da UNESCO (UNESCO-IHP) e acontece em um momento estratégico, às vésperas da COP 30, que será realizada em Belém (PA).

Cerimônia de abertura reúne autoridades e reforça o protagonismo de Brasília

A solenidade de abertura contou com a presença da vice-governadora do DF, Celina Leão, do secretário de Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, do diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, do presidente da Caesb, Luis Antônio Reis, e do diretor da Adasa e coordenador do projeto Memorial Internacional da Água (MINA), Rogério Rosso.

Durante sua fala, o presidente da Caesb deu as boas-vindas aos participantes e destacou o simbolismo de Brasília como sede do evento. Raimundo Ribeiro enfatizou:

“Mais do que um encontro, esta conferência representa a alma que resgata a história da água. Brasília, berço das águas do continente, se orgulha em sediar um evento que une ciência, cultura e governança em torno desse bem essencial.”

A vice-governadora Celina Leão ressaltou a importância da integração entre governo, instituições e sociedade civil na construção de um futuro sustentável:

“O bem mais precioso que temos é a água, e não há sustentabilidade sem união entre governo, instituições e sociedade. Trazer o Museu das Águas para Brasília é reafirmar nosso compromisso com a educação, a ciência e o futuro das novas gerações.”

Celina anunciou ainda o lançamento da pedra fundamental do Memorial Internacional da Água (MINA), que será entregue ainda nesta gestão. O espaço será dedicado à educação, ciência e cultura, aberto ao público e voltado especialmente para os estudantes da rede pública.

DF reafirma compromisso com a gestão sustentável dos recursos hídricos

O secretário de Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, destacou a atuação conjunta entre os órgãos ambientais do DF:

“A integração entre os órgãos ambientais, a Caesb e a Adasa demonstra que o DF tem uma agenda sólida voltada à preservação da água e ao fortalecimento da cultura ambiental.”

Encerrando os discursos, Rogério Rosso, diretor da Adasa e coordenador do projeto MINA, celebrou o esforço coletivo para trazer a conferência ao Brasil:

“Trabalhamos muito para que Brasília recebesse esta conferência. Hoje iniciamos um programa que vai colocar o Brasil no mapa mundial da preservação da memória hídrica.”

Reconhecimento internacional

O evento contou ainda com a participação do diretor executivo da Global Network of Water Museums, Eriberto Eulisse, que destacou o caráter visionário do projeto MINA:

“Oscar Niemeyer já sonhava em reunir, em um só lugar, as diferentes histórias da água para ensinar sobre sustentabilidade. Esse sonho começa a se concretizar aqui, em um espaço que simboliza a união dos museus da água e do patrimônio hídrico de todo o mundo.”

Também participaram, de forma virtual, o diretor da Divisão de Ciências da Água da UNESCO, Abou Amani, e o presidente da WAMU+NET, Eddy Moors, que elogiaram o papel do Brasil na promoção da cultura da água e no enfrentamento dos desafios climáticos.

Programação segue até o dia 7 de novembro

A 6ª Conferência Internacional da WAMU+NET continua até quinta-feira (7), com painéis, mesas redondas e apresentações voltadas ao intercâmbio de experiências entre museus, universidades e instituições de todo o mundo. A programação abrange temas como educação para a sustentabilidade, patrimônio hídrico, tecnologias ancestrais e resiliência comunitária, consolidando Brasília como palco global da cultura da água e da inovação ambiental.

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