Damares Alves questiona Ricardo Cappelli e pede apuração sobre possível uso da ABDI para fins eleitorais

A possível utilização da estrutura da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para fins eleitorais voltou ao centro do debate público nesta sexta-feira (14). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) encaminhou um requerimento ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) solicitando esclarecimentos formais sobre denúncias envolvendo o presidente da Agência, Ricardo Cappelli, atualmente pré-candidato ao Governo do Distrito Federal.

As acusações surgiram após reportagens que mencionam a existência de um suposto núcleo de comunicação paralelo funcionando dentro da ABDI, com funções que ultrapassariam o papel institucional da entidade. Mensagens atribuídas a ex-integrantes da Agência indicariam, segundo a apuração, que o grupo atuava na produção de conteúdos, monitoramento político e gestão de redes sociais, atividades que podem indicar campanha antecipada.

No documento enviado ao ministro Geraldo Alckmin, a senadora cobra informações sobre eventuais apurações internas, critérios de transparência adotados pela Agência e normas em vigor para impedir práticas político-partidárias dentro da estrutura pública. Além disso, solicita acesso aos contratos de publicidade firmados nos últimos dois anos, bem como aos dados de orçamento e execução das ações de comunicação.

Em vez de fortalecer a indústria, a estrutura estaria servindo para fortalecer apenas um projeto pessoal de poder“.

A legislação brasileira é clara ao proibir o uso de servidores, espaços institucionais e recursos públicos para promover candidaturas. Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos podem responder por improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/1992, além de outras sanções previstas pela Justiça Eleitoral, como inelegibilidade ou cassação de candidatura por abuso de poder político e econômico.

O MDIC tem prazo de 30 dias para responder ao requerimento. Dependendo das conclusões, o caso também poderá ser encaminhado ao Ministério Público Federal e ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), que podem abrir investigações formais.

O episódio reacende o debate sobre a fronteira entre gestão pública e interesses eleitorais, especialmente quando dirigentes de órgãos federais assumem protagonismo em disputas políticas locais. Para o Distrito Federal, o caso representa um alerta sobre o uso das estruturas estatais no período pré-eleitoral, reforçando a importância do controle institucional e da transparência.

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