
O clima político em Brasília ganhou forte tensão nesta terça-feira (9/12) após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidir levar ao plenário a votação do projeto que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A decisão, confirmada pela assessoria do parlamentar, foi tomada durante a reunião de líderes realizada pela manhã.
O texto que será apreciado é o parecer do deputado Paulinho da Força (Solidariedade), relator da proposta. A movimentação reacende debates intensos dentro do Congresso e marca um novo capítulo na disputa entre bancadas governistas e oposição.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou ter assumido o compromisso de não apresentar destaque para tentar aprovar a anistia neste momento, classificando a redução das penas como “o primeiro degrau da luta” do partido. Até então, a legenda articulava para resgatar o texto original, que previa anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados.
A votação promete dividir o plenário e mobilizar atenções de todo o país, em uma das decisões mais sensíveis do Legislativo neste fim de ano.


















