
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou, nesta semana, uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) e um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A parlamentar acusa o magistrado de possível prática de advocacia administrativa em um suposto episódio envolvendo a negociação para a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
De acordo com a senadora, Moraes teria atuado politicamente junto ao Banco Central com o objetivo de viabilizar a operação financeira. A denúncia foi encaminhada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e também formalizada junto ao Senado Federal, com pedido de análise pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Além disso, Damares protocolou um requerimento para que o ministro Alexandre de Moraes seja convidado a prestar esclarecimentos à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Segundo a parlamentar, a medida busca garantir transparência e esclarecimentos sobre possíveis interferências institucionais no processo envolvendo a instituição financeira.
O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, negou qualquer irregularidade. Em nota, ele afirmou que não houve interferência indevida nem atuação fora das atribuições legais, rechaçando as acusações apresentadas.
O caso agora será analisado pelos órgãos competentes. A Procuradoria-Geral da República avaliará se há elementos suficientes para abertura de investigação, enquanto o Senado decidirá sobre o andamento do pedido de impeachment e a eventual convocação do ministro para prestar esclarecimentos.
A situação reacende o debate sobre os limites de atuação entre os Poderes da República e reforça a tensão política em torno de decisões que envolvem o sistema financeiro e o Judiciário.


















