
A nova estrutura do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) passou a valer no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2026, após sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro de 2025. A reforma traz mudanças relevantes nas faixas de isenção e nos descontos aplicados sobre o imposto retido na fonte, com impacto direto no salário dos contribuintes já a partir do pagamento de fevereiro deste ano.
Principais mudanças
1. Isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês
Uma das principais novidades é a isenção completa do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5.000 por mês — seja salário formal, aposentadoria, pensão ou outras remunerações — desde que a soma das rendas mensais não ultrapasse esse valor.
Antes da reforma, a faixa de isenção era menor, o que significa que uma parcela significativa de trabalhadores passará a ter mais dinheiro no bolso todo mês com a redução do imposto.
2. Desconto gradual entre R$ 5.000 e R$ 7.350
Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês, há redução parcial e decrescente do imposto, ou seja:
- Quanto mais perto de R$ 5 mil for a renda, maior o desconto aplicado;
- Quanto mais perto de R$ 7.350, menor o benefício;
- Acima de R$ 7.350 não há redução adicional.
3. Alterações na tabela mensal
A reforma criou mecanismos de dedução que se somam às tabelas tradicionais do IR. Para rendimentos acima de R$ 7.350 por mês, continuam válidas as alíquotas progressivas com as faixas que já eram conhecidas — de isenção até 27,5% — mas agora ajustadas com os novos redutores.
4. Impacto na Declaração Anual
As mudanças implementadas também se refletem na Declaração do Imposto de Renda de 2027, referente aos rendimentos auferidos em 2026. Nela:
- Quem ganhou no ano até R$ 60 mil terá isenção anual;
- Há redução progressiva para quem ganhou entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200;
- Acima disso, o imposto é calculado normalmente, sem redutores adicionais.
Quem sai ganhando com a reforma
Segundo estimativas do governo, cerca de 16 milhões de contribuintes serão beneficiados com a nova regra do IR, entre trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e outras categorias de rendimentos tributáveis.
Isso significa menos imposto retido na fonte para milhões de brasileiros e um alívio direto no orçamento familiar — especialmente para rendas mais baixas e médias.
Por que essa mudança foi feita?
A reformulação da tabela tem como objetivo atualizar o IR e reduzir a carga tributária sobre salários e rendas menores, corrigindo distorções históricas no sistema de imposto de renda que vinham desde 2015 sem ajustes significativos. Ao mesmo tempo, a lei também criou regras para tributação mínima de altas rendas, buscando compensar parte da perda de arrecadação com a isenção ampliada.


















