
O Banco de Brasília (BRB) adotou medidas rápidas e estratégicas para proteger seu patrimônio após identificar inconsistências em carteiras de crédito adquiridas do Banco Master.
Assim que constatou problemas nos ativos negociados — avaliados em aproximadamente R$ 12 bilhões — o BRB iniciou um processo de substituição das garantias apresentadas, buscando compensação por meio de outros ativos vinculados à operação. A medida ocorreu antes mesmo da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada um dia após a deflagração da Operação Compliance Zero.
A atuação demonstra diligência e governança ativa por parte da instituição financeira do Distrito Federal.
Gestão técnica e proteção institucional
Entre os ativos recebidos como forma de compensação estão participações societárias, propriedades, fundos de investimento, ações e empresas — incluindo a Cemitérios São Paulo S.A., conhecida como Grupo Maya.
O BRB, no entanto, não tem interesse em permanecer com esses ativos. A estratégia da instituição é clara: alienar rapidamente os bens recebidos para recompor o caixa e preservar sua solidez financeira.
Na última semana, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, esteve em São Paulo, na região da Faria Lima, em busca de potenciais compradores para acelerar a recuperação dos recursos.
Solidez preservada
Especialistas do mercado destacam que a rápida reação do BRB demonstra controle da situação e maturidade institucional. O banco identificou o problema, interrompeu o processo de substituição após a liquidação do Master e passou a atuar de forma ativa para mitigar riscos.
A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a proteção dos clientes e a estabilidade das operações.
Em meio ao cenário nacional de turbulências envolvendo instituições privadas, o BRB reforça seu papel como banco público sólido, com governança estruturada e capacidade de reação.
O foco agora é claro: recuperar ativos, preservar o capital e manter a confiança de milhares de correntistas, investidores e parceiros.


















