
A atuação do deputado distrital Fábio Félix (PSOL) durante um bloco no Setor Comercial Sul, em Brasília, provocou repercussão e reacendeu o debate sobre os limites da intervenção política em ocorrências policiais em andamento.
Segundo informações divulgadas, a confusão começou após cães farejadores da Polícia Militar do Distrito Federal indicarem possível presença de entorpecentes no local. Durante a abordagem a suspeitos, houve resistência e tumulto por parte de pessoas próximas, elevando a tensão em meio à aglomeração.
Diante do cenário e do risco à integridade dos agentes e do público, a PMDF utilizou spray de pimenta — instrumento não letal previsto nos protocolos de controle de multidão. O deputado acabou sendo atingido no contexto da contenção.
O episódio ganhou maior dimensão quando Fábio Félix questionou a ação policial e anunciou voz de prisão a um militar em serviço. Embora parlamentares tenham prerrogativa de fiscalização, a intervenção direta em uma ocorrência ativa exige responsabilidade e prudência, especialmente em ambiente de risco e grande concentração de pessoas.
Quem também se posicionou foi o deputado distrital Hermeto (MDB), policial militar de carreira. Ele declarou apoio aos agentes envolvidos, afirmando que a atuação foi técnica, proporcional e necessária diante da situação. Hermeto ressaltou ainda que, durante uma operação, a autoridade operacional cabe à polícia e que não existe hierarquia política sobre policial em serviço.

O direito à fiscalização não pode se confundir com tentativa de impor autoridade em meio a uma ação que visa conter suspeita de crime e proteger milhares de pessoas. Ao optar pelo confronto em vez da cautela, Fábio Félix acabou contribuindo para ampliar o tumulto e politizar um momento que exigia equilíbrio e responsabilidade. Em vez de fortalecer o debate institucional, sua postura expôs um comportamento que muitos interpretaram como inadequado para quem ocupa mandato público.


















