
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, usou as redes sociais para se posicionar de forma firme após o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e incluiu alas que retrataram evangélicos de maneira satírica.
Em sua declaração, Celina afirmou sentir “tristeza profunda”, destacando que o que foi apresentado na avenida “não foi uma simples manifestação artística, mas um recado perigoso”. Para ela, transformar evangélicos em “lata” e reduzir milhões de brasileiros a caricaturas ultrapassa o limite do humor, da cultura e da liberdade criativa.
“Quando a fé do povo vira objeto de escárnio público, estamos diante de algo muito mais grave: a banalização de um preconceito religioso”, afirmou.
A vice-governadora também ressaltou que o Brasil é uma nação construída por “joelhos dobrados”, lembrando a importância histórica da fé cristã na formação social do país. Segundo ela, ridicularizar símbolos e valores religiosos fere diretamente a dignidade de pessoas trabalhadoras, resilientes e comprometidas com suas comunidades.
Celina fez questão de pontuar que não se trata de vitimização, mas de limite. “Democracia não combina com zombaria da crença alheia. Arte que desumaniza deixa de ser ponte e passa a ser muro”, declarou.
Para a vice-governadora, o mais preocupante não é apenas o desfile em si, mas o aplauso de quem considera normal o deboche e o silêncio de quem deveria se indignar. Ela alertou para o risco da “tolerância seletiva” — aquela que escolhe quem merece respeito e quem pode ser atacado.
Encerrando sua manifestação, Celina reforçou: fé não é caricatura e não se aprisiona em lata. Quando milhões de brasileiros são desrespeitados, não se trata de um detalhe cultural, mas de um sinal preocupante sobre os rumos do debate público no país.
“Um país que aprende a rir da fé do seu próprio povo corre o risco de, em breve, não respeitar absolutamente mais nada.”
Com informações da Redação do Site e redes sociais da vice-governadora.


















