
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, após intenso debate político, o Projeto de Lei nº 2.175/2026, que autoriza medidas de capitalização do Banco de Brasília (BRB). A votação consolidou uma vitória significativa da base governista e representou uma derrota política para a oposição que vinha tentando barrar a proposta nas últimas semanas.
O placar no plenário foi claro: 14 votos favoráveis contra 10 contrários, garantindo a aprovação da matéria considerada estratégica para o fortalecimento da principal instituição financeira pública do Distrito Federal.
O projeto foi encaminhado pelo governo do Distrito Federal em meio aos debates sobre a necessidade de reforçar a estrutura patrimonial do banco e preservar sua capacidade de atuação no financiamento de políticas públicas, crédito imobiliário e apoio ao setor produtivo local.
Durante a sessão, as galerias da Câmara registraram forte mobilização de bancários e apoiadores da instituição. Em diversos momentos, gritos de apoio ao BRB ecoaram no plenário, demonstrando a relevância que o banco possui para servidores, trabalhadores e empresários que dependem de suas operações financeiras.
A proposta aprovada autoriza uma série de instrumentos para reforçar o capital do banco, incluindo operações financeiras de até R$ 6,6 bilhões, além da utilização estratégica de ativos imobiliários públicos em estruturas de mercado, como fundos de investimento imobiliário. O modelo busca recompor indicadores regulatórios, fortalecer o patrimônio da instituição e garantir estabilidade para suas operações.
Além disso, o texto recebeu emendas durante a tramitação, incorporando mecanismos de governança, transparência e salvaguardas patrimoniais que estabelecem critérios para eventual utilização de bens públicos e definem parâmetros para retorno econômico ao Distrito Federal.
Para a base governista, a aprovação representa um passo fundamental para proteger uma instituição considerada estratégica para a economia local.
O deputado Roosevelt Vilela destacou que o momento exigia responsabilidade política e institucional. Segundo ele, a Câmara não poderia se omitir diante de um tema que envolve a estabilidade do banco e o futuro de milhares de trabalhadores.
O líder do governo na CLDF, deputado Hermeto, também defendeu a aprovação da proposta e afirmou que o objetivo sempre foi garantir instrumentos para que o banco mantenha sua solidez e capacidade de crescimento.
Já parlamentares da oposição mantiveram posição contrária ao projeto, alegando preocupações com o modelo de capitalização e a utilização de ativos públicos. Apesar das críticas, a maioria do plenário entendeu que a proposta era necessária para assegurar a estabilidade institucional do banco.
A votação marcou o desfecho de uma das discussões mais tensas recentes na política do Distrito Federal. Nas últimas semanas, o tema mobilizou o governo, parlamentares, mercado financeiro e trabalhadores do setor bancário.
Com a aprovação na Câmara Legislativa, o projeto segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha.
No painel eletrônico, votaram a favor da proposta os deputados Daniel Donizet, Doutora Jane, Eduardo Pedrosa, Hermeto, Iolando Almeida, Jaqueline Silva, Joaquim Roriz Neto, Jorge Vianna, Martins Machado, Pastor Daniel de Castro, Pepa, Roosevelt Vilela e Wellington Luiz. Já votaram contra os deputados Fábio Felix, Max Maciel, Dayse Amarílio, Chico Vigilante, Gabriel Magno, Ricardo Vale, Paula Belmonte, Rogério Morro da Cruz, Thiago Manzoni e João Cardoso.
A votação evidenciou que, apesar da resistência de um grupo de parlamentares, a maioria da Câmara Legislativa optou por aprovar o projeto considerado estratégico para garantir estabilidade institucional ao BRB e preservar o papel do banco no desenvolvimento econômico do Distrito Federal.


















