
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, rebateu, durante sabatina promovida pelo Correio Braziliense nesta terça-feira (11/8), as acusações de que manteria sociedade com um empresário ligado ao transporte público da capital. Celina classificou a narrativa como “fake news” e afirmou que não possui participação societária em empresa do setor.
A controvérsia surgiu após vir a público que Celina e o marido participaram da aquisição de parte de um embrião de gado Nelore em um leilão agropecuário. A outra parte do negócio foi adquirida pelo empresário Edmundo Pinheiro, proprietário da Urbi, uma das concessionárias responsáveis pelo transporte coletivo do Distrito Federal.
Durante a sabatina, Celina não negou a existência da aquisição compartilhada, mas contestou a interpretação de que o negócio a tornaria sócia empresarial do proprietário da concessionária.
“Não tem nada de sociedade. Vai lá na Junta Comercial ver se eu sou sócia de alguém”, declarou.
Celina explica negócio e nega relação societária
A governadora explicou que a aquisição ocorreu em leilão público e argumentou que a compra compartilhada de material genético é uma prática existente no setor agropecuário. Segundo ela, o marido atua na pecuária e a operação não possui relação com a atividade empresarial da Urbi ou com os contratos mantidos pela concessionária com o poder público.
Celina afirmou ainda que o negócio está declarado em seu Imposto de Renda e que os pagamentos referentes à aquisição são realizados mensalmente. A governadora voltou a desafiar os responsáveis pela acusação a apresentarem qualquer registro que demonstre a existência de sociedade empresarial.
“Eu não sou sócia de ninguém. Eu desafio: vai lá na Junta Comercial para ver se eu sou sócia de alguém”, reforçou.
O assunto passou a ser explorado politicamente por adversários da governadora após a divulgação da aquisição. Representações foram apresentadas ao Ministério Público para que eventual conflito de interesses fosse apurado. Até o momento, porém, não há nas fontes públicas consultadas conclusão de órgão de controle que comprove irregularidade na operação.
Governadora promete abrir “caixa-preta” do transporte
Celina também aproveitou o questionamento para levar o debate para a gestão do transporte coletivo. Segundo a governadora, sua administração não promoveu aumento dos subsídios destinados às empresas de ônibus e adotou medidas para revisar a situação do sistema.
Ela afirmou que uma das providências tomadas após assumir o comando do GDF foi determinar uma análise sobre o transporte público, incluindo contratos e procedimentos adotados ao longo de governos anteriores.
“A gente vai abrir a caixa-preta do transporte”, afirmou.
A governadora também direcionou críticas aos adversários que hoje questionam sua relação com o empresário, lembrando que decisões envolvendo reequilíbrios econômicos do sistema ocorreram em administrações anteriores.
A resposta de Celina durante a sabatina reforçou a distinção entre a aquisição realizada no setor agropecuário e qualquer vínculo societário com empresas do transporte público. A governadora sustentou que a operação é regular, declarada e sem relação com os contratos do GDF e destacou que sua gestão tem adotado medidas para ampliar a transparência e a fiscalização do sistema de transporte coletivo.


















