
A convenção que oficializou a candidatura de José Roberto Arruda ao Governo do Distrito Federal foi marcada por uma declaração que reacendeu um dos capítulos mais controversos da política brasiliense. Durante o discurso, o ex-governador reconheceu que “cometeu um erro” e afirmou que já se perdoou.
“Eu cometi um erro… Se eu não me perdoasse, eu não teria condições de estar aqui”, declarou.
A fala acontece justamente no momento em que Arruda tenta retornar ao comando do Palácio do Buriti, apresentando-se como alternativa à atual gestão e fazendo críticas ao governo. A declaração, porém, levanta um questionamento inevitável: se o próprio candidato admite ter errado, como pretende convencer o eleitor de que é a melhor opção para apontar os erros dos adversários?
Além do discurso, outro fato chamou atenção. A convenção terminou sem o anúncio do candidato a vice-governador e sem a definição do nome que disputará o Senado, demonstrando que a chapa ainda não está completa em um momento decisivo da campanha.
Mais do que dizer que já se perdoou, Arruda terá pela frente um desafio maior: convencer os eleitores de Brasília de que sua trajetória política e os episódios que marcaram seu governo ficaram para trás. Em uma eleição, o julgamento não é feito pelo próprio candidato, mas pelo eleitor, que decidirá nas urnas se acredita que ele merece uma nova oportunidade.


















