
José Roberto Arruda voltou a chamar atenção nos últimos dias não apenas pelos ataques à governadora e candidata à reeleição Celina Leão, mas também pela forma como tem reagido a episódios envolvendo a adversária.
Nesta semana, Arruda apareceu sorrindo ao lado de outros candidatos durante a apresentação de um pedido de investigação relacionado a repasses feitos por uma empresa contratada pelo GDF e apontada pelos adversários como ligada ao marido de Celina. O pedido busca apuração dos fatos e, por si só, não representa comprovação de irregularidade.
A cena se repetiu no debate da TMC desta terça-feira (8). Diante do púlpito vazio de Celina, Arruda aproveitou a ausência da governadora para fazer uma provocação, novamente com um sorriso no rosto.
Mas, para o eleitor do Distrito Federal que acompanha a política há mais tempo, determinadas imagens inevitavelmente fazem o passado voltar à memória.
Em 2009, Arruda protagonizou uma gravação que ganhou repercussão nacional: sentado e reclinado em uma cadeira, ele aparece recebendo dinheiro entregue por Durval Barbosa. O registro veio a público no contexto do escândalo que resultou na Operação Caixa de Pandora.
Não se trata de dizer que os episódios atuais têm qualquer relação com aquela gravação. Não têm. O ponto é outro: para quem carrega uma trajetória marcada por uma imagem tão emblemática, talvez o deboche e as ironias diante de assuntos sérios não sejam a melhor estratégia para apagar o passado.
Arruda pode até rir das situações de hoje. Mas Brasília tem memória — e algumas imagens, mesmo depois de tantos anos, continuam falando por si.













