Hospital de Santa Maria abre 10 leitos para covid-19

 

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) abriu 10 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para pacientes com covid-19 no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Os equipamentos, destinados a adultos, ficam no 5º andar. Outros 30 leitos de UTI covid estão previstos para serem disponibilizados até o fim de janeiro.

 

O objetivo do Iges é reforçar a estrutura do HRSM para lidar com uma possível segunda onda da pandemia. “O Hospital Regional de Santa Maria está preparado para continuar o enfrentamento do novo coronavírus. Temos capacidade técnica instalada e gente competente para atuar contra a doença”, garante o superintendente da unidade, Willy Pereira da Silva Filho.

 

Atualmente, o hospital tem 10 leitos de unidade de cuidados intermediários (UCI), considerados semi-intensivos — destinados a casos que não necessitam da UTI —, segundo dados da Sala de Situação da Secretaria de Saúde. O espaço também será ampliado até o fim do mês, com disponibilização de outros 10 leitos.

 

Além disso, uma enfermaria covid-19 está sendo criada para receber pacientes com necessidade de oxigenação. No local haverá 36 leitos. A compra dos equipamentos está em andamento.

 

“O Pronto-Socorro Covid-19 e a UCI nunca pararam, e nosso objetivo é aumentar ainda mais a capacidade de atendimento, com o novo espaço. É um processo desafiador, porque até então o hospital nunca teve uma enfermaria covid-19”, acrescenta o superintendente do HRSM.

 

Na linha de frente

Desde o início da pandemia, o HRSM atuou na linha de frente contra a covid-19 no Distrito Federal. O local foi o que recebeu o maior número de leitos para os pacientes com o vírus, dentre os administrados pelo Iges: 110 no total, entre UTI, UCI e enfermaria.

 

Com a queda nos números no fim do ano passado, alguns desses leitos foram desmobilizados, mas a Secretaria de Saúde e o Iges monitoram diariamente os casos para saber a necessidade de reabrir leitos.

 

“Durante todo o ano passado, aprendemos muito com a doença e, hoje, estamos muito mais fortalecidos, com conhecimento e capacidade de atender a população”, afirma Willy Pereira.

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