Não tenho afinidade com alguns funcionários e não sinto vontade de cumprimentá-los. Como líder, sou obrigado a fazê-lo?

Olá chefe,


Como patrão, você tem a responsabilidade de manter um ambiente de trabalho justo e profissional para todos os seus funcionários. Ignorar deliberadamente determinados empregados pode criar um clima de hostilidade e desrespeito, o que pode afetar negativamente o moral da equipe e até mesmo resultar em problemas legais.
É importante entender que, como empregador, você tem obrigações legais e éticas para com todos os seus funcionários, independentemente de quaisquer conflitos pessoais ou diferenças que possam surgir. Ignorar um funcionário pode ser considerado uma forma de discriminação ou assédio, o que pode resultar em consequências legais sérias para você e sua empresa.


Dessa forma, enquanto líder e ocupante de uma posição hierárquica superior, você pode deliberadamente ignorar algum subordinado, inclusive não o cumprimentando?! E a resposta é NÃO, não pode, chefe. Esse tipo de comportamento por parte da direção inclusive pode ser considerado assédio moral, e não somente isso, também pode ser considerado assédio moral no trabalho, situações como quando o empregado é excluído dos colegas, não tem liberdade para se expressar sem motivo, é alvo de ridicularização e menosprezo constante dos colegas de trabalho; sempre rotulado como incompetente; abalado emocional e profissionalmente, resultando na perda da sua autoconfiança e interesse no trabalho e é constantemente pressionado a pedir demissão.


Lembrando que, caso a atitude seja repetitiva e cause constrangimento ou, em casos extremos, até mesmo problemas de saúde, pode ser considerado assédio moral, trazendo as devidas penalizações no âmbito judicial, pois o assédio moral no trabalho é considerado crime, e se comprovado, a empresa pode ter que pagar danos morais e materiais que o empregado tenha sofrido, e ainda, se comprovado, o colaborador pode inclusive entrar com uma rescisão indireta.


Esse tipo de assédio é considerado assédio moral silencioso; isso ocorre quando um funcionário é deliberadamente ignorado ou isolado por colegas ou superiores. Outros exemplos incluem evitar a comunicação direta, limitar-se a contatar a vítima apenas por e-mail, sobrecarregá-la com tarefas ou retirar suas responsabilidades, retirar a autonomia do colaborador ou atribuir-lhe tarefas que não correspondam à sua qualificação.


Em vez de evitar falar com determinados empregados, é fundamental abordar quaisquer problemas ou preocupações de forma direta e respeitosa. Se houver conflitos ou mal-entendidos, é importante resolver essas questões por meio de comunicação aberta e construtiva. Isso pode envolver a realização de reuniões individuais para discutir preocupações, buscar soluções e estabelecer expectativas claras para o comportamento no local de trabalho.


Além disso, se houver situações específicas que estejam causando desconforto ou dificuldades de comunicação com determinados empregados, é importante considerar a mediação ou intervenção de recursos humanos para ajudar a resolver esses problemas de forma imparcial e eficaz.
Em resumo, como patrão, evitar falar com determinados empregados não é uma abordagem aceitável para lidar com conflitos ou questões no local de trabalho. É essencial abordar qualquer problema de forma proativa e respeitosa, promovendo um ambiente de trabalho inclusivo e colaborativo para todos os membros da equipe.

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