Quando o jogo vira vício: como a ludopatia cresce no mundo e por que a hipnoterapia pode ser a saída

A ascensão dos jogos de azar e apostas online colocou em foco um grave problema de saúde pública: a Ludopatia, formalmente conhecida como Transtorno do Jogo Patológico. Longe de ser apenas um “mau hábito” ou uma questão de falta de vontade, essa condição pode ser descrita como uma dependência comportamental, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1980 e classificada nos principais manuais diagnósticos (como o DSM-5 e a CID-11), sendo o primeiro transtorno de dependência comportamental (não relacionada a substâncias) a ser formalmente incluído como Transtorno Relacionado a Substâncias e Transtornos Comportamentais Aditivos.

O mecanismo central da ludopatia é a ativação descontrolada do sistema de recompensa do cérebro. Durante o ato de jogar, há uma intensa liberação de dopamina, o “hormônio do prazer” ou da recompensa. Com o tempo, o cérebro desenvolve tolerância, exigindo que o indivíduo arrisque quantias cada vez maiores ou jogue com maior frequência para alcançar a mesma sensação. Desse modo, o comportamento compulsivo persiste, apesar das consequências negativas, que são inúmeras.

Como Reconhecer a Ludopatia?

O diagnóstico do Transtorno do Jogo é dado quando o indivíduo apresenta um padrão persistente e recorrente de comportamento problemático de jogo, manifestado por quatro ou mais dos seguintes critérios em um período de 12 meses, conforme o DSM-5:

  1. Preocupação Excessiva: Pensamentos constantes sobre o jogo, revivendo experiências passadas ou planejando a próxima aposta.
  2. Tolerância: Necessidade de apostar quantias crescentes de dinheiro para obter a excitação desejada.
  3. Abstinência: Inquietação ou irritabilidade ao tentar diminuir ou parar de jogar.
  4. Perda de Controle: Esforços repetidos e infrutíferos para tentar controlar, diminuir ou interromper o jogo.
  5. Escape: Jogar para aliviar sentimentos negativos (como ansiedade, culpa ou depressão).
  6. Perseguição de Perdas (Chasing Losses): Após perder dinheiro, frequentemente volta para tentar “recuperar” o prejuízo apostando mais.
  7. Mentiras: Mente para ocultar a extensão do envolvimento com o jogo.
  8. Prejuízo Social/Ocupacional: Coloca em risco ou perdeu relacionamentos importantes, emprego, ou oportunidades educacionais/profissionais devido ao jogo.
  9. Dependência Financeira: Recorre a terceiros para obter dinheiro e aliviar situações financeiras desesperadoras causadas pelo jogo.

O desenvolvimento da ludopatia é multifatorial. Pessoas com predisposição genética, histórico familiar de vícios, ou que já convivem com outros transtornos mentais (como Transtorno Bipolar, Ansiedade, Depressão ou TDAH) estão em maior risco. A facilidade e a onipresença das plataformas de apostas online também são fatores ambientais que intensificam a vulnerabilidade.

O diagnóstico é estabelecido por profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, quando são identificados critérios como preocupação excessiva com o jogo, tentativas fracassadas de parar, irritabilidade ao tentar diminuir, e o uso do jogo como fuga de problemas ou para compensar o humor.

A Hipnoterapia Como Aliada no Tratamento

O tratamento padrão para a Ludopatia é multidisciplinar, envolvendo psicoterapia e, em muitos casos, o uso de medicação para controlar a impulsividade e tratar comorbidades (como ansiedade e depressão).

Neste contexto, a Hipnoterapia Clínica é reconhecida como uma ferramenta complementar que pode atuar nas raízes inconscientes do comportamento. A técnica utiliza o estado de hipnose (foco e concentração) para interagir com o subconsciente, onde estão armazenados os padrões de comportamento e gatilhos emocionais.

O Auxílio Específico da Hipnoterapia:

  1. Identificação de Gatilhos: A hipnose pode facilitar a exploração de eventos ou emoções subjacentes (como trauma, estresse crônico ou baixa autoestima) que levam o indivíduo a usar o jogo como um mecanismo de fuga ou alívio emocional.
  2. Ressignificação de Comportamentos: Dentro do estado de hipnose, o terapeuta pode auxiliar o paciente a ressignificar a necessidade de jogar, separando a excitação da aposta do prazer genuíno e saudável.
  3. Fortalecimento de Recursos Internos: São feitas sugestões para reforçar o autocontrole, a capacidade de tomar decisões racionais e a construção de novas estratégias adaptativas para lidar com a ansiedade e o tédio sem recorrer ao jogo.
  4. Redução da Impulsividade: A técnica visa diminuir a intensidade da resposta impulsiva que surge ao se deparar com uma oportunidade de aposta, permitindo que a parte racional do cérebro retome o comando.

A hipnoterapia funciona como uma ferramenta que acelera o tratamento. Ela mira nos padrões automáticos e incontroláveis que estão no subconsciente, ajudando o cérebro a ‘desligar’ a compulsão e facilitando a permanência na recuperação.

A recuperação da Ludopatia é um processo que exige dedicação e o apoio de profissionais qualificados. Para aqueles interessados em explorar o tratamento com hipnoterapia como via de tratamento e entender o poder da mente subconsciente na superação do vício, a reportagem conversou com a especialista Isabelle Lima.Isabelle é Hipnoterapeuta e Psicanalista e oferece atendimentos 100% online, o que facilita o acesso ao tratamento de qualquer lugar. Os leitores podem saber mais sobre o trabalho de Isabelle Lima e os benefícios da hipnose acompanhando seu perfil no Instagram, @isalima.hipno, ou entrando em contato pelo telefone (61) 99652-1437. A busca por informação e tratamento especializado é um passo decisivo para a libertação.

📚 Fontes consultadas

Respostas de 3

    1. Com certeza! Nossa mente é fantástica e pode ser ‘treinada’, pois é suscetível a sugestões (sejam elas boas ruins), e é aí que entra a Hipnoterapia, uma ferramenta poderosa para auxiliar nesse processo de ressignificação. E a melhor parte é que é um método 100% natural!

  1. Muito interessante essa matéria e esclarecedora. A mente é uma ferramenta poderosa, tanto para construção ou destruição. É importante estarmos atentos aos sinais e procuramos ajuda. A hipnoterapia com certeza é um dos melhores tratamentos para várias questões ligadas a mente. Ja fiz hipnose e mudou muito a minha forma de pensar e ve a vida. Na minha opinião todos deveriam experimentar esse tratamento valioso.

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