Como combater a violência doméstica no meio cristão?

Comunhão Debate violência contra mulher e as igrejas. Foto: Reprodução.
Comunhão Debate violência contra mulher e as igrejas. Foto: Reprodução.

Três especialistas deixaram conselhos para pastores e mulheres cristãs, as principais vítimas da violência doméstica e que estão inseridas no ambiente religioso  

Por Victor Rodrigues

A violência doméstica não é um tema debatido com frequência no âmbito religioso. Buscando trazer luz ao assunto, a Comunhão reuniu especialistas cristãs, como Marcela Rohsner, presidente do Instituto Seja, Márcia Noeli, delegada aposentada, que foi diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher no Estado do Rio de Janeiro, e Sandra Alex, dona da Livre Press, editora que publica diferentes títulos sobre violência contra mulher, em um debate.  

“Existem vários tipos de abuso, e a violência é mais voltada para o lado físico. E no meio cristão, existe violência, tanto entre líderes, e outros cristãos. Muitas vezes o pastor trata mal a esposa, os filhos, de maneira verbal e emocional, e existe um disparate entre as coisas que cremos e como agimos em relação a essas coisas”, conta Sandra. 

Para Márcia Noeli, a violência doméstica acontece em todas as classes sociais. “A violência doméstica é muito antiga, e ela começa com xingamentos, ameaças, e que são condutas criminosas. Além disso, a violência física, emocional, psicológica, patrimonial, podem ser consideradas criminosas, quando realizadas no âmbito familiar”, acrescenta a delegada. 

As debatedoras destacam que na maioria das vezes, no primeiro contato com o parceiro, muitas mulheres ficam encantadas e não conseguem identificar os primeiros sinais de alerta na relação. Segundo elas, é necessário falar mais sobre o tema nas igrejas, para quem estiver vivenciando isso ter essas percepções. 

“Arrependimento não é uma obra imediata, precisa haver uma transformação, e exige que o agressor passe por um período de tratamento. Assim, o discurso de perdão religioso, não isenta o agressor de arcar as consequências”, diz Sandra.  

“Muitos chegam com sede e amor no Evangelho, e só querem obedecer a Palavra de Deus. E muitas vezes falta a orientação de que existe um crime, e que isso é diferente de pecado. Por isso eu tenho certeza de que qualquer membro da igreja que matar e roubar, todos vão entender que é um crime, mas no contexto da violência doméstica, não é visto assim”, conta Marcela Rohsner. 

À Comunhão, especialistas deixaram dicas para que mulheres que sofrem violência no ambiente cristão! Assista!

Fonte: https://comunhao.com.

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