Cristiano Severo rebate pré-candidatos que defendiam a liquidação do BRB e afirma que Celina Leão evitou impacto social devastador.

O programa Vozes da Comunidade recebeu nesta semana Cristiano Severo, bancário do BRB e representante dos funcionários da instituição, em uma entrevista marcada por fortes declarações sobre a recente crise enfrentada pelo banco, os impactos para os trabalhadores e o papel desempenhado pela governadora Celina Leão na construção da solução que garantiu a continuidade e a recuperação da instituição.

A entrevista foi marcada por questionamentos importantes sobre a crise enfrentada pelo BRB e seus desdobramentos. Entre os participantes, Tony Duarte questionou quais mudanças os funcionários passariam a sentir após a viabilização do acordo de capitalização e quais seriam os reflexos imediatos para os trabalhadores da instituição. Já o jornalista Cláudio Ulhoa, do portal DF Soberano, buscou entender como os servidores acompanharam o desenrolar da crise envolvendo o Banco Master e qual foi o clima interno do banco quando as primeiras irregularidades vieram à tona.

A jornalista Ana Paula abordou um dos pontos mais sensíveis do debate ao questionar como deveria ocorrer a responsabilização dos antigos gestores investigados e quais mecanismos poderiam ser adotados para recuperar eventuais prejuízos causados ao banco. Em resposta, Cristiano Severo defendeu o fortalecimento dos mecanismos de governança, compliance e controle interno, além da responsabilização de todos aqueles que tenham praticado irregularidades, ressaltando que o BRB precisa transformar a crise em aprendizado para garantir mais transparência e segurança institucional.

Durante a conversa, Cristiano foi enfático ao afirmar que o BRB atravessou um dos momentos mais difíceis de sua história e que milhares de trabalhadores viveram um cenário de medo, insegurança e incerteza sobre o futuro do banco.

Segundo ele, a situação somente começou a mudar graças ao comprometimento da governadora Celina Leão, que assumiu a condução do processo mesmo diante de um cenário considerado extremamente desfavorável.

“Vivíamos uma trajetória de angústia. Havia discursos fáceis, irresponsáveis e sem honestidade intelectual sobre o futuro do BRB. O que estava em jogo era muito mais do que um banco. Estava em risco um colapso econômico e social. Isso foi evitado graças a Deus, aos empregados e à coragem da governadora Celina Leão”, afirmou.

Cristiano destacou ainda que a solução construída representa um momento histórico para os funcionários, clientes e para toda a população do Distrito Federal.

“O choro foi transformado em sorriso”

Ao comentar o clima dentro das agências após a viabilização do acordo de capitalização, Cristiano afirmou que a mudança foi imediata.

“O que mudou foi que o choro foi transformado em sorriso. As pessoas estavam muito angustiadas. Hoje vemos os empregados retomando a confiança e os clientes voltando a acreditar no banco”, declarou.

Segundo ele, diversos funcionários relataram que clientes procuraram as agências para informar que manterão seus recursos no BRB após a confirmação da estabilidade da instituição.

Para Cristiano, o episódio representou um importante resgate da credibilidade do banco perante o mercado financeiro e a sociedade.

“O semblante do empregado mudou. Começamos um resgate de confiança. Os clientes queriam apenas ter certeza de que o banco ficaria bem, e agora estão voltando”, ressaltou.

Duras críticas à gestão de Paulo Henrique

Ao responder aos questionamentos sobre a origem da crise, Cristiano fez duras críticas ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique.

Segundo ele, o sindicato dos bancários realizou diversas denúncias relacionadas ao ambiente de trabalho durante aquele período e alertou sobre práticas que, na avaliação dos trabalhadores, causaram adoecimento e insegurança dentro da instituição.

Cristiano afirmou que o assédio moral teria sido utilizado como ferramenta de gestão, provocando sofrimento entre os empregados e deteriorando o ambiente interno do banco.

“Pessoas adoeceram. Houve denúncias robustas. O assédio moral foi institucionalizado dentro do banco”, afirmou.

Ao responder à pergunta do jornalista Cláudio Ulhoa sobre o clima interno quando as primeiras irregularidades vieram à tona, Cristiano afirmou que o ambiente começou a se deteriorar rapidamente e que muitos empregados passaram a conviver com insegurança e pressão constante.

Segundo ele, Paulo Henrique implantou uma cultura de assédio moral institucionalizado e, em sua avaliação, havia omissão de pessoas que poderiam ter atuado para proteger o banco naquele momento.

Cristiano afirmou ainda que as investigações em andamento precisam seguir seu curso para que todos os fatos sejam esclarecidos e os responsáveis sejam devidamente responsabilizados.

Em uma das falas mais contundentes da entrevista, ele classificou a atuação do ex-presidente como extremamente prejudicial para a estrutura da instituição.

“Ele era corrosivo do ponto de vista estrutural. Tentou destruir um banco sexagenário, mas os trabalhadores resistiram e agora iniciamos a recuperação”, declarou.

Governança, compliance e responsabilização

Ao responder à pergunta da jornalista Ana Paula sobre a responsabilização dos envolvidos nas irregularidades investigadas, Cristiano afirmou que o banco precisará aprofundar seus mecanismos de fiscalização, governança e compliance para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer.

Segundo ele, houve situações em que equipes técnicas e analistas teriam sofrido pressão para aprovar operações em prazos incompatíveis com os procedimentos internos estabelecidos pelo próprio banco.

Cristiano defendeu a criação de mecanismos que garantam proteção aos empregados para que possam exercer suas funções técnicas com independência e segurança.

“Precisamos desenvolver formas de dar respaldo aos nossos empregados. Não podemos permitir que trabalhadores adoeçam dentro do banco”, afirmou.

Ele também defendeu a responsabilização de todos aqueles que eventualmente tenham cometido irregularidades, além da recuperação de recursos que possam ter causado prejuízos à instituição e à população do Distrito Federal.

“Vamos resgatar tudo o que foi roubado do povo de Brasília”, declarou.

Carreata histórica e agradecimento a Celina Leão

Cristiano também relembrou a grande carreata realizada pelos funcionários do BRB na última quinta-feira, classificando o momento como inesquecível.

Segundo ele, a mobilização foi marcada por emoção, orações, abraços, lágrimas e demonstrações espontâneas de gratidão à governadora Celina Leão.

“Foi uma carreata inesquecível. Só quem estava lá consegue entender a energia daquele momento. Vimos pessoas abraçando a governadora, chorando e agradecendo por ela ter ajudado a salvar o BRB”, relatou.

O bancário afirmou que a mobilização demonstrou o reconhecimento dos trabalhadores pelo empenho da governadora em buscar uma solução para a crise e evitar prejuízos ainda maiores para o banco e para a economia do Distrito Federal.

Segundo Cristiano, a preservação do BRB vai muito além da manutenção de uma instituição financeira. Para ele, trata-se da proteção de empregos, programas sociais, crédito para a população e investimentos estratégicos para Brasília.

“O grande impacto seria liquidar o BRB. O banco gera empregos, financia programas sociais e movimenta a economia. O que foi feito evitou um prejuízo bilionário”, afirmou.

Ao encerrar a entrevista, Cristiano voltou a elogiar a atuação da governadora Celina Leão e afirmou que a preservação do banco representa um gesto de responsabilidade com os trabalhadores, clientes e com toda a população do Distrito Federal.

Ele também revelou que, dentro da instituição, era de conhecimento dos funcionários que Celina não pretendia manter Paulo Henrique em uma eventual gestão sob seu comando.

“Era sabido dentro do banco que Celina nunca quis Paulo Henrique em sua gestão. Ela sempre deixou claro que ele não permaneceria”, afirmou.

Para Cristiano Severo, o momento agora é de reconstrução, recuperação da confiança e fortalecimento de uma instituição que continua sendo estratégica para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Segundo ele, a carreata realizada pelos trabalhadores mostrou o reconhecimento dos funcionários à governadora e simbolizou o início de uma nova fase para o BRB, marcada pela esperança, pela credibilidade e pela retomada da confiança.

Jornalista: Cida Frausino

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

São Paulo

Dicas da semana

Linhas de ônibus na sua cidade

Associação Brasileira de Portais de Notícias