
Após quatro anos, o reservatório Santa Maria voltou a alcançar sua cota máxima de 1.072 metros, registrando vertimento no fim da tarde do último domingo (26). O marco representa um avanço importante para a segurança hídrica do Distrito Federal e reflete o cenário positivo construído ao longo dos últimos meses.
De acordo com dados do atual ano hidrológico, compreendido entre setembro de 2025 e março de 2026, o acumulado de chuvas na região da barragem chegou a 1.038 milímetros. Somente no mês de março, foram registrados 123 milímetros de precipitação.
O resultado também é atribuído ao trabalho técnico desenvolvido pela Adasa, responsável pela gestão dos recursos hídricos na capital. Segundo o diretor-presidente da autarquia, Raimundo Ribeiro, o momento é fruto de planejamento e decisões estratégicas adotadas ao longo dos últimos anos.
Entre as principais medidas está a definição anual da curva de referência do reservatório Santa Maria, instrumento que estabelece os volumes úteis a serem atingidos pela Caesb ao final de cada mês.
Baseada em estudos hidrológicos e simulações técnicas, essa ferramenta passou a incluir regras operacionais mais rígidas, como limites de captação e critérios para transferência entre sistemas de abastecimento, buscando garantir a recuperação gradual dos reservatórios.
Além do Santa Maria, outro indicador positivo vem do reservatório do Descoberto, que já registra vertimento desde 6 de janeiro. Já o Lago Lago Paranoá segue dentro das cotas estabelecidas pelos órgãos reguladores.
Mesmo diante do cenário favorável, a Adasa reforça a necessidade do uso consciente da água por parte da população. O acompanhamento diário dos níveis dos reservatórios pode ser feito por qualquer cidadão por meio do Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos (SIRH), disponível no portal oficial da agência.


















