Caso Viviane Fidelis: família questiona investigação e luta por respostas

A morte da advogada Viviane de Souza Fidelis, de 30 anos, segue marcada por dúvidas que se acumulam com o passar dos meses. Mesmo com a Polícia Civil indicando que o inquérito se aproxima da conclusão e aponta para um cenário de auto eliminação, a família questiona: todas as possibilidades foram realmente consideradas?

A família afirma que não acredita nessa hipótese e sustenta que há elementos que precisam ser melhor esclarecidos.

Entre os pontos levantados estão relatos e imagens que, segundo familiares, indicariam contradições importantes. Um deles envolve o fim do relacionamento com o ex-namorado. Enquanto ele teria afirmado que foi o responsável pelo término, registros em vídeo, de acordo com a mãe da vítima, mostrariam Viviane se afastando dele, sem corresponder a tentativas de aproximação.

Viviane havia iniciado recentemente um relacionamento com Raphael Augusto de Campos Gomes Rondon, também advogado. Segundo a mãe da vítima, Sheyla Barros, os dois se conheceram no Tribunal de Contas, quando ela realizava uma diligência. A relação começou com uma amizade, evoluindo posteriormente para um namoro marcado por idas e vindas.

No dia em que o corpo foi encontrado, Raphael teria solicitado acesso ao prédio, alegando, segundo relatos de moradores, que queria verificar se Viviane estava bem, já que o relacionamento havia sido encerrado.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado naquela noite, ele teria relatado aos policiais que a advogada não estava lidando bem com o término, apontando essa como possível motivação para a morte.


Dinâmica da morte levanta dúvidas

Outro ponto que chama atenção diz respeito à forma como o corpo foi encontrado. Segundo informações repassadas, Viviane teria sido localizada em uma posição de joelhos, com um cinto fino preso à maçaneta da porta.

Diante dessa descrição, surgem questionamentos sobre a plausibilidade dessa dinâmica. Também foi mencionada a existência de uma lesão na região da nuca, inicialmente atribuída à fivela do cinto, o que, para pessoas próximas, levanta dúvidas sobre a compatibilidade com a versão apresentada.


Entenda a dinâmica do dia da morte da advogada

De acordo com relatos apresentados, Viviane teria se encontrado com o ex-namorado pouco tempo antes de ser encontrada morta em seu apartamento. Ela estava com a mesma roupa usada nesse encontro, o que levanta questionamentos sobre o curto intervalo entre os acontecimentos.

Segundo essas informações, ele teria retornado ao local durante a noite e sido a pessoa que a encontrou já sem sinais vitais. Há relatos de que ele teria tocado no corpo antes da chegada da perícia, permanecendo no ambiente até a chegada das autoridades.

Imagens analisadas por pessoas próximas indicariam que ele deixou o apartamento em determinado momento, descendo as escadas do prédio, o que entraria em conflito com a versão de que não teria saído do local.

Nesses registros, ele aparece com um celular de capa colorida, o que levanta dúvidas sobre qual aparelho teria sido efetivamente entregue à perícia, já que outro telefone teria sido visto em sua posse ao deixar o local.

O intervalo entre o encontro e a morte também chama atenção. Uma sacola de presente levada até o apartamento não teria sido aberta, indicando que os acontecimentos podem ter ocorrido em um espaço muito curto de tempo.

Pessoas próximas relatam ainda que o relacionamento teria sido marcado por ciúmes, comportamentos considerados controladores e conflitos, pontos que, segundo essas versões, não teriam sido aprofundados na investigação.

Também são citadas divergências nas versões apresentadas sobre o relacionamento e os acontecimentos daquele dia, o que reforça a necessidade de uma análise mais detalhada dos depoimentos.

Registros de câmeras de segurança mostram uma cena que, segundo a família, contrasta com a versão apresentada. Nas imagens, Viviane aparece tentando se desvencilhar enquanto é segurada e abraçada.

Para a mãe da advogada, o comportamento registrado não indica uma tentativa de reconciliação. Esse foi o último registro de Viviane com vida — e ela vestia a mesma roupa com a qual foi encontrada morta.


Perícia também entra no centro do debate

O laudo pericial realizado no local indica que o corpo e o cinto teriam sido removidos de suas posições originais, além de apontar que o celular foi encontrado no chão, próximo ao corpo. Segundo o diretor metropolitano de criminalística, Eric Zambrim, essas alterações podem comprometer a investigação.

Além disso, outro ponto em debate envolve os laudos periciais. Segundo relatos apresentados, foram solicitadas duas análises no caso, no entanto, ambas teriam sido realizadas pelo mesmo médico legista.

Na avaliação dos envolvidos, essa situação levanta dúvidas sobre a imparcialidade de uma eventual reavaliação, já que uma segunda perícia deveria funcionar como uma análise independente.


Investigação segue sob questionamento

Por ter uma relação próxima com a vítima, Raphael é citado como um dos investigados no caso, também em razão de relatos de ciúmes, conflitos no relacionamento e pela opção de permanecer em silêncio em momentos da investigação.

Diante desse cenário, sustenta-se que a dinâmica dos fatos ainda não foi completamente esclarecida e que pontos relevantes seguem sem resposta.

Entre os pedidos estão a realização de uma nova perícia independente, a reconstituição dos fatos e a análise detalhada de dados telefônicos, incluindo a triangulação de antenas, além do esclarecimento sobre o material genético identificado.

A família afirma que não busca acusações precipitadas, mas sim uma investigação ampla, imparcial e capaz de esclarecer todas as circunstâncias da morte de Viviane.

Família espalha outdoors pedindo ajuda

Quando há dúvidas, encerrar não é solução.
Quando há inconsistências, ignorar não é caminho.
E quando uma família pede respostas, a verdade precisa vir antes de qualquer conclusão.

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