
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, trouxe à tona um dado alarmante que expõe uma realidade silenciosa e preocupante: quase 15% das mulheres no DF desistem das medidas protetivas concedidas pela Justiça. Mais do que um número, a declaração acende um sinal vermelho sobre as falhas no acolhimento e na rede de proteção às vítimas de violência.
Com firmeza, Celina foi direta ao ponto: a violência contra a mulher não começa com o feminicídio, ela nasce no controle, na manipulação, na perda gradual da liberdade. E é justamente nesse estágio inicial que muitas mulheres acabam desistindo da proteção, muitas vezes por medo, dependência emocional ou falta de suporte efetivo.
A vice-governadora tem se destacado por uma atuação incisiva e sensível na defesa das mulheres, colocando o tema como prioridade dentro da gestão pública. Seu posicionamento vai além do discurso. Ele revela uma compreensão profunda de que combater a violência exige presença do Estado, políticas públicas eficazes e, principalmente, acolhimento real.
“Nosso papel é garantir que nenhuma mulher desista por falta de apoio”, destacou. A fala evidencia uma mudança de abordagem: não basta oferecer medidas protetivas no papel, é preciso garantir que essas mulheres se sintam seguras, amparadas e acompanhadas durante todo o processo.
Celina Leão tem reforçado a importância de uma rede de proteção ativa, que funcione de forma integrada e humanizada, com acompanhamento contínuo das vítimas. Para ela, sair de um ciclo de violência não pode ser uma decisão solitária, mas sim uma jornada assistida, onde o Estado esteja presente em cada etapa.
A atuação da vice-governadora também tem sido vista como um avanço no enfrentamento ao feminicídio no DF, ao trazer luz para um ponto crítico que muitas vezes passa despercebido: o abandono das medidas protetivas antes que o pior aconteça.
Em um cenário onde vidas ainda são interrompidas pela violência, o posicionamento firme de Celina Leão ecoa como um chamado à responsabilidade coletiva. Não se trata apenas de reagir às tragédias, mas de agir antes que elas aconteçam.
Porque, como ela mesma reforça, nenhuma mulher pode ser deixada sozinha — muito menos quando decide romper com a violência.
Jornalista: Cida Frausino


















