
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), encaminhou à Câmara Legislativa um projeto de lei que autoriza a contratação de uma operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões para garantir a estabilidade do BRB após o acordo histórico firmado no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta tem como objetivo proteger uma das instituições mais importantes do DF, preservar empregos, assegurar a confiança dos correntistas e evitar impactos negativos na economia local.
A iniciativa também trouxe à tona um debate político que muitos preferiam evitar. Isso porque parte dos atores que hoje tentam se posicionar como críticos da situação do BRB integrava o grupo político que comandou o Distrito Federal nos últimos anos e participou diretamente das decisões relacionadas à instituição financeira.
Nos bastidores, cresce o questionamento sobre a tentativa de alguns setores de se distanciarem da responsabilidade pelas escolhas feitas durante a gestão do ex-governador Ibaneis Rocha. Integrantes do MDB, que ocupavam posições estratégicas no governo e tinham forte influência nas decisões administrativas, estiveram entre os responsáveis pela sustentação política da gestão que colocou Paulo Henrique Costa à frente do BRB.
Agora, diante dos desafios enfrentados pela instituição, adversários políticos buscam apontar culpados e transformar o tema em discurso eleitoral. Para aliados do governo, trata-se de uma contradição evidente: aqueles que participaram das decisões que conduziram o banco ao atual cenário tentam, agora, tirar o corpo fora e se apresentar como solução para problemas dos quais também fizeram parte.
Enquanto isso, Celina Leão tem defendido medidas para garantir a segurança do sistema financeiro do Distrito Federal, preservar empregos, proteger correntistas e evitar impactos mais profundos na economia local. A governadora assumiu o desafio de enfrentar uma situação complexa, buscando soluções institucionais e jurídicas para o BRB, em vez de transformar o tema em palanque político.
Para integrantes da base governista, o momento exige responsabilidade, maturidade e compromisso com o futuro da instituição. Eles destacam que a prioridade deve ser proteger o BRB e assegurar sua continuidade como instrumento de desenvolvimento econômico para o Distrito Federal, deixando de lado disputas eleitorais e narrativas de conveniência.
O projeto enviado por Celina à Câmara Legislativa representa, segundo seus defensores, uma resposta concreta para enfrentar um problema herdado e garantir segurança ao banco, aos seus trabalhadores, aos clientes e à economia do DF. Mais do que um debate financeiro, a discussão também expõe quem está disposto a assumir responsabilidades e quem prefere reescrever a própria participação na história.


















