Distrito Federal reduz pressão sobre as contas públicas, melhora indicadores fiscais e já trabalha com rating provisório equivalente à Capag A

O Governo do Distrito Federal conseguiu promover uma expressiva mudança de trajetória nas contas públicas em 2026. Depois de iniciar o ano diante de uma projeção de déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões, o DF agora estima encerrar o exercício com superávit de pelo menos R$ 3 bilhões.
A reversão representa uma mudança de cerca de R$ 9 bilhões em relação ao cenário anteriormente projetado e ocorre durante a gestão da governadora Celina Leão, que adotou como uma das prioridades o equilíbrio fiscal, com controle de despesas, acompanhamento das contas e medidas para ampliar a arrecadação.
Os números de julho reforçam a mudança de cenário. A relação entre despesas e receitas correntes do Distrito Federal recuou para 93,95%, ficando abaixo do limite de 95% previsto no artigo 167-A da Constituição Federal.
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registrados R$ 44,79 bilhões em receitas correntes, diante de R$ 42,08 bilhões em despesas, uma diferença positiva de R$ 2,71 bilhões.
De Capag C para perspectiva de nota A
Outro indicador importante está na capacidade de pagamento do Distrito Federal, a chamada Capag. Segundo o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, o DF já alcançou provisoriamente os parâmetros correspondentes à nota A, depois de começar o ano com Capag C.
“Saímos de uma Capag C em janeiro, para superávit com rating projetado de Capag A”, afirmou.
A evolução ocorreu em poucos meses. Quando Oliveira assumiu a Secretaria de Economia, em março, o cenário encontrado apontava para um déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões.
“Em março, tínhamos uma projeção de déficit de R$ 6 bilhões. Em menos de quatro meses, mudamos completamente a rota e temos a projeção de um superávit de pelo menos R$ 3 bilhões ao final deste ano”, destacou o secretário.
Gestão Celina aposta em controle e responsabilidade fiscal
A recuperação das contas está ligada a um programa de ajuste fiscal implementado pelo GDF, reunindo contenção e revisão de despesas, maior acompanhamento dos indicadores e iniciativas voltadas ao crescimento da arrecadação.
Entre as medidas adotadas estão os Decretos nº 48.509/2026 e nº 48.549/2026 e a Portaria nº 363/2026, que estabeleceram mecanismos para ampliar o controle dos gastos públicos.
A estratégia da gestão de Celina Leão busca impedir que o crescimento das despesas correntes reduza a capacidade de investimento do governo e comprometa o equilíbrio financeiro do Distrito Federal.
Mais do que apresentar números positivos no curto prazo, a recuperação fiscal pode ampliar a capacidade do governo de planejar investimentos, contratar operações de crédito em condições mais favoráveis e preservar recursos destinados aos serviços públicos.
Cenário fortalece posição do DF
A melhora das contas também ganha importância diante das negociações relacionadas à operação de R$ 6,6 bilhões, com recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), destinada ao fortalecimento patrimonial do Banco de Brasília (BRB).
O acordo vem sendo conduzido pela governadora Celina Leão, e a evolução dos indicadores fiscais é apresentada pelo governo como demonstração de que o Distrito Federal possui condições financeiras para cumprir os compromissos assumidos.
“O DF tem condições de honrar o acordo e está demonstrando isso com um cenário fiscal favorável, sustentado pela combinação entre crescimento da arrecadação, controle das despesas e perspectiva de retorno ao superávit das contas públicas”, afirmou Valdivino de Oliveira.
A passagem de uma perspectiva de déficit de R$ 6 bilhões para um superávit projetado de pelo menos R$ 3 bilhões coloca o equilíbrio das contas públicas entre os principais resultados econômicos apresentados pela atual gestão. Para o governo Celina Leão, os indicadores fortalecem a estratégia de conciliar responsabilidade fiscal, capacidade de investimento e continuidade das políticas públicas no Distrito Federal.


















