
O debate da Band deste domingo (9) colocou a crise do BRB no centro da disputa pelo Governo do Distrito Federal e expôs uma diferença de postura entre os candidatos. Enquanto Celina Leão defendeu uma solução para preservar a instituição, Leandro Grass (PT) concentrou sua fala em apontar culpados — mas pouco apresentou sobre o que faria, na prática, para manter o banco de pé.
Grass sustentou que a conta deve ser paga por quem provocou o problema e criticou as medidas adotadas para socorrer o BRB. O discurso pode funcionar no palanque, mas deixa uma questão básica sem resposta: se é contra a solução que está sendo construída, qual é a alternativa do candidato do PT para salvar o banco sem fazer o trabalhador e a população pagarem a conta?
O petista também tentou usar a ausência de divulgação do balanço do BRB para sustentar que Celina ainda não conseguiu recuperar a instituição. A governadora rebateu lembrando que o empréstimo destinado à capitalização do banco já foi aprovado, mas os recursos ainda não foram liberados. Segundo Celina, antecipar o balanço antes da entrada efetiva desse dinheiro poderia expor ainda mais o BRB e colocar a instituição sob risco de liquidação.
Foi justamente nesse momento que a ofensiva de Grass perdeu força. Enquanto o candidato do PT buscava transformar a situação financeira do banco em munição eleitoral, Celina tratava do problema imediato: manter o BRB de pé até que os recursos aprovados sejam efetivamente disponibilizados.
Cobrar responsabilidades é necessário e eventuais irregularidades precisam ser apuradas. Mas quem pretende governar Brasília precisa ir além de apontar o dedo. Precisa dizer como pretende proteger o BRB, seus trabalhadores e o patrimônio do Distrito Federal.
No debate, Grass deixou mais dúvidas do que respostas sobre o BRB. Ao insistir nas críticas sem apresentar uma alternativa concreta para a recuperação da instituição, o candidato do PT passou a impressão de desconhecer a complexidade da situação que envolve o banco e, principalmente, não conseguiu explicar como faria para salvá-lo. Diferentemente de Celina, que, em poucos meses à frente do Governo do Distrito Federal, já conseguiu avançar na construção de uma saída para o BRB, com a aprovação do empréstimo destinado à capitalização da instituição, e agora aguarda a efetiva liberação dos recursos.
Jornalista: Cida Frausino


















