STF desbloqueia 23 imóveis e abre caminho para BRB negociar carteira de R$ 370 milhões

Decisão do ministro André Mendonça retirou restrições sobre bens dados como garantia em seis Cédulas de Crédito Bancário; ativos estavam indisponíveis havia nove meses

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (28) o desbloqueio de 23 imóveis dados como garantia em seis Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) que estão sob controle do Banco de Brasília (BRB). A decisão elimina uma restrição que vinha dificultando a negociação desses ativos pela instituição financeira. 

As seis CCBs integram uma carteira que o BRB negocia por cerca de R$ 370 milhões. Os créditos têm como garantia imóveis da empresa Esfera Aquisições Imobiliárias Ltda. e, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, estão adimplentes. 

Os imóveis permaneciam indisponíveis havia aproximadamente nove meses em razão de medidas adotadas no início das investigações envolvendo operações entre o BRB e o Banco Master. Mesmo após decisão da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal que retirou o banco das medidas patrimoniais, as restrições sobre os bens continuavam registradas e impediam a conclusão de operações envolvendo as CCBs. 

Ao analisar a situação, Mendonça determinou o cancelamento das indisponibilidades decorrentes daquele processo. Com a liberação das garantias, o BRB passa a ter melhores condições para avançar na negociação da carteira.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou que o banco vive um novo momento, com foco também na venda de ativos considerados saudáveis. A operação envolvendo as seis CCBs pode movimentar aproximadamente R$ 370 milhões. 

A decisão do STF, entretanto, não significa que os imóveis estejam definitivamente protegidos contra qualquer medida judicial. Mendonça ressaltou que permanecem possíveis eventuais bloqueios autônomos direcionados a terceiros ou novas determinações judiciais fundamentadas em outros processos. 

Para o BRB, o efeito imediato da decisão é a retirada de um entrave que dificultava a negociação de uma carteira relevante e que pode resultar na entrada de centenas de milhões de reais para a instituição.

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