
A aprovação do Projeto de Lei nº 2.363/2026 pela Câmara Legislativa do Distrito Federal não representa apenas uma vitória administrativa para o Governo do Distrito Federal. O resultado da votação também escancarou uma realidade que vinha incomodando muitos brasilienses: enquanto Celina Leão trabalhava para garantir a estabilidade do Banco de Brasília (BRB), antigos aliados políticos e figuras que até pouco tempo caminhavam ao lado do governo surgiam em público para questionar a capacidade de recuperação da própria instituição financeira do DF.
Nos dias que antecederam a votação, o discurso de parte desses grupos foi marcado por previsões pessimistas, críticas duras e dúvidas sobre a capacidade do BRB de superar a crise. Para muitos observadores, o tom adotado acabou contribuindo para desgastar a imagem de um banco que há décadas exerce papel fundamental no desenvolvimento econômico da capital.
A contradição chamou atenção. Alguns dos que agora apontam problemas e tentam atribuir responsabilidades ao atual governo estiveram próximos de decisões políticas e administrativas tomadas ao longo dos últimos anos, período em que ocorreram escolhas que hoje são alvo de questionamentos e críticas por parte de especialistas e do mercado.
Enquanto o debate político esquentava, Celina Leão seguiu por outro caminho. Em vez de alimentar narrativas de crise permanente, a governadora concentrou esforços na construção de uma solução institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal, o Banco Central, a União, o Governo do Distrito Federal e o próprio BRB.
O resultado foi a aprovação do aporte de R$ 6,6 bilhões, medida considerada estratégica para reforçar a estrutura de capital da instituição e garantir sua continuidade como um banco público forte e competitivo.
Após a aprovação do projeto, Celina foi enfática ao afirmar que o BRB continuará sendo patrimônio dos brasilienses e que a própria instituição terá capacidade de honrar seus compromissos por meio de seus resultados futuros.
A votação também deixou claro quem decidiu apoiar a proposta de fortalecimento do banco e quem optou por votar contra.
Votaram SIM pela reestruturação e fortalecimento do BRB
- Eduardo Pedrosa (União)
- Hermeto (MDB)
- Iolando (MDB)
- Jaqueline Silva (MDB)
- Joaquim Roriz Neto (PL)
- Martins Machado (Republicanos)
- Pastor Daniel de Castro (PP)
- Pepa (PP)
- Robério Negreiros (Podemos)
- Roosevelt Vilela (PL)
- Wellington Luiz (MDB)
Votaram NÃO ao projeto
- Chico Vigilante (PT)
- Dayse Amarilio (PSB)
- Fábio Felix (PSol)
- Gabriel Magno (PT)
- Jorge Vianna (Democrata)
- Max Maciel (PSol)
- Paula Belmonte (PSDB)
- Ricardo Vale (PT)
- Rogério Morro da Cruz (PSD)
Ao final da votação, prevaleceu a tese defendida pelo governo: proteger o BRB significa proteger milhares de empregos, programas sociais, investimentos e a própria economia do Distrito Federal.
A aprovação do projeto mostrou que, diante da maior turbulência enfrentada pelo banco nos últimos anos, Celina Leão escolheu assumir a responsabilidade de enfrentar o problema em vez de transformá-lo em disputa política. Enquanto alguns apostavam no enfraquecimento da instituição, a governadora trabalhou para garantir sua sobrevivência.
O resultado é uma mensagem clara: o BRB continua de pé. E, para muitos apoiadores do governo, a votação desta semana ficará marcada como o momento em que Celina Leão assumiu definitivamente o protagonismo na defesa de uma das instituições mais importantes da história de Brasília.


















