
Se fôssemos descrever o ritmo do coração do brasileiro nos últimos tempos, a palavra não seria “samba”, mas “compasso acelerado”. Vivemos em um país de intensidade singular. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil carrega o título alarmante de país mais ansioso do mundo. O estresse crônico e a ansiedade já fazem parte da nossa rotina, alimentados por preocupações com o futuro, com a estabilidade financeira e com os rumos da nossa sociedade.
Mas quando chega um ano de grandes decisões e o clima de eleição toma conta das ruas, das redes sociais e das comemorações entre familiares e amigos, parece que essa ansiedade coletiva atinge o seu ápice. De repente, a paixão pela política rivaliza com o nosso amor pelo futebol em ano de Copa do Mundo. No entanto, enquanto o futebol une e diverte, o cenário político muitas vezes divide e desgasta.
Diante do reflexo claro da crise que o Brasil enfrenta, é visível um sentimento profundo de cansaço decorrente da dificuldade histórica de encontrarmos bons representantes, somado ao medo do amanhã. É natural e legítimo que o cidadão sinta essa frustração. No entanto, precisamos nos perguntar coletivamente: até que ponto estamos entregando a nossa paz de espírito nas mãos de cenários que fogem do nosso controle direto?
A ansiedade, em sua essência, funciona como um mecanismo de defesa da mente tentando antecipar ameaças para nos proteger. Na política, projetamos nossas maiores esperanças e também os nossos maiores temores. Quando o debate se torna polarizado, o risco é passar a enxergar o “outro lado” não como um concidadão com ideias diferentes, mas como um inimigo real da nossa segurança. Isso gera um estado de alerta constante no corpo e na mente, e as consequências não são boas.
Para mudarmos essa situação, precisamos exercitar um olhar de empatia mais amplo, que inclua até mesmo aqueles que estão no centro do furacão: os próprios políticos. É fácil olhar para as figuras públicas através da lente fria das telas e esquecer que, por trás dos cargos, existem seres humanos. Eles sofrem uma pressão esmagadora, enfrentam cobranças de todos os lados e, frequentemente, têm sua própria saúde mental negligenciada em prol da imagem pública. Entender o lado humano de quem governa ou deseja governar, suas limitações, dores e o peso de suas escolhas, ajuda a desarmar o palanque que muitas vezes se constrói dentro do coração de nós eleitores.
E é justamente nesse cenário que o cuidado emocional ganha extrema relevância. Especialistas em hipnoterapia reforçam que, embora não possamos mudar o cenário político externo de uma hora para outra, temos a capacidade de reeducar nossa mente para controlar como reagimos a esses estímulos.
Tratar essa ansiedade eleitoral passa por blindar as nossas emoções contra o bombardeio de discórdias, trocando a preocupação exacerbada por uma postura de autocuidado. Nestas eleições, faça sua parte como cidadão consciente, mas lembre-se de que o governo mais importante a ser exercido todos os dias é o sobre os seus próprios pensamentos. Afinal, as crises passam e os governantes mudam, mas a nossa responsabilidade em proteger a própria saúde mental permanece.
Nota da Redação: Para auxiliar no enfrentamento desses desafios emocionais, a hipnoterapeuta e advogada Isabelle Lima atende de forma 100% on-line e afirma que a hipnose é uma aliada poderosa para pessoas que sofrem com ansiedade, crises e outras demandas de saúde mental. Para informações e consultas, o contato pode ser feito pelo telefone: (61) 99623-1225.



















