Evento da Secretaria de Educação ofereceu aulões, atividades físicas e serviços gratuitos de saúde, assistência social e autocuidado
O Parque da Cidade recebeu, nesta sexta-feira (22), cerca de 1,5 mil participantes do 4º Evento Distrital do Programa Escola-Comunidade Ginástica nas Quadras (PGinQ). Promovida pela Secretaria de Educação (SEEDF), a programação ocorreu no estacionamento 8 e reuniu aulões, práticas corporais e serviços gratuitos voltados à saúde, assistência social, bem-estar e autocuidado.
A governadora Celina Leão participou do encontro, que busca reforçar a integração entre escola e comunidade, com foco no estímulo à prática de exercícios físicos e no envelhecimento ativo. “A gente sabe o que significa esse programa. Quando investimos em iniciativas como o Ginástica nas Quadras, a gente leva saúde, lazer e qualidade de vida para a população. Isso também ajuda a diminuir o impacto na rede pública de saúde, fora a alegria do momento em estarmos juntas”, declarou.

A chefe do executivo afirmou, ainda, que o programa atende todas as regionais e alcança as comunidades que não têm acesso a um treinamento elevado, principalmente as pessoas idosas. “Conseguimos colocar um recurso de PDAF [Programa de Descentralização Administrativa e Financeira] para o Ginástica nas Quadras, para que eles tenham uma estrutura melhor, mas sempre podemos melhorar. Tenho certeza que esse programa tira milhares de pessoas da depressão também.”
Criado dentro da rede pública de ensino, o PGinQ incentiva a prática de atividade física como forma de cuidado com a saúde, prevenção de doenças associadas ao sedentarismo, bem-estar e qualidade de vida. As aulas são orientadas por professores de educação física da Secretaria de Educação e ocorrem em unidades escolares ou em espaços públicos próximos às escolas.
O programa atende estudantes e membros da comunidade escolar a partir de 15 anos de idade, nos turnos matutino, vespertino e noturno. Atualmente, está presente em 12 coordenações regionais de ensino, com modalidades como natação, hidroginástica, ginástica localizada, yoga e condicionamento físico.
Mais que ginástica
Além da prática corporal, o Ginástica nas Quadras funciona como espaço de convivência, especialmente para adultos e idosos. A proposta é aproximar a comunidade dos equipamentos públicos, ampliar o acesso ao esporte e fortalecer vínculos sociais por meio de atividades gratuitas e acompanhadas por profissionais da rede pública.
Para participar do PGinQ, é necessário apresentar atestado médico que comprove aptidão para atividades físicas diretamente na Coordenação Regional de Ensino (CRE). As informações sobre polos, modalidades e horários são repassadas pelas regionais.
Participante do programa Ginástica nas Quadras há cerca de dez anos, a confeiteira Neide Gomes, 64 anos, contou ter encontrado na iniciativa uma forma de aliviar as dores causadas pela fibromialgia e pela rotina intensa de trabalho. “Foi uma diferença muito grande na minha vida, porque aliviou bastante as dores. Fazer exercício é a melhor coisa”, disse. Ela ressaltou, ainda, o impacto social do projeto nas comunidades: “O GDF dando apoio ao Ginásticas nas Quadras é um benefício muito grande para a comunidade. As pessoas precisam mesmo fazer exercícios”, completou.
Professora de educação física do programa, Janaína Gomes Monteiro Basco, 49, acompanha há décadas a transformação na vida dos alunos atendidos pelas atividades. “O Ginástica nas Quadras é um programa modificador de vidas. São relatos de pessoas que chegaram lá adoentadas, tomando várias medicações, e que foram melhorando com o passar das aulas”, destacou. Segundo a professora, o vínculo criado ao longo dos anos é uma das marcas do projeto. “Você vê o sorriso delas todo dia pela manhã, procurando qualidade de vida”, declarou.
Entre os moradores da região presentes no evento, estava Maria de Fátima Eufrásio, de 66 anos, que aproveitou para fazer exame de vista gratuito e buscar outros atendimentos oferecidos no local. Ela exaltou a praticidade dos serviços reunidos em um só espaço e a importância do acesso gratuito à população: “É muito bom, facilita mais e evita ir para outros lugares”.
Por: Carlos Eduardo Bafutto e Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soaresgs


















